Atualização das Regras do Mercado de Biocombustíveis no Brasil
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, informou, durante um evento realizado na cidade de São Paulo, na terça-feira, dia 25, que o Brasil revisou as normas referentes ao mercado de biocombustíveis. Essa mudança é considerada um gesto para facilitar as negociações tarifárias com os Estados Unidos.
Tarifas e Biocombustíveis
Alckmin destacou que "há discussões tarifárias e não tarifárias com os Estados Unidos. Havia um questionamento sobre a importação de produtos americanos, especialmente biocombustíveis, e isso está praticamente resolvido."
Revisão das Regras do RenovaBio
Em uma entrevista à imprensa, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento e Indústria (MDIC), Tatiana Prazeres, detalhou que o governo implementou a revisão das regras, permitindo que empresas estrangeiras, incluindo as dos Estados Unidos, possam usufruir do programa RenovaBio. Este programa incentiva a produção de combustíveis renováveis.
Profundando na questão, agora as empresas estrangeiras não necessitam mais de uma companhia brasileira para atuar como intermediária para se beneficiarem do RenovaBio. Essa mudança atende a uma reclamação antiga dos Estados Unidos, que apontava a falta de uma empresa americana habilitada para o programa, uma situação que agora foi corrigida.
Demanda dos Produtores Americanos
O ajuste nas regras era um pedido de longa data dos produtores norte-americanos, que viam o RenovaBio como uma oportunidade para o Brasil favorecer empresários nacionais em detrimento dos estrangeiros.
Aspectos das Negociações com os EUA
Durante sua fala no encontro empresarial Brasil e Estados Unidos promovido pela Amcham, Alckmin abordou outros três tópicos que estão em discussão nas mesas de negociação com os EUA: big techs, terras raras e datacenters.
Impacto das Tarifas nas Exportações
O presidente em exercício também mencionou que, atualmente, 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos estão sob a influência de tarifas de 50%. Ele apontou que o próximo passo nas negociações será a exclusão de mais produtos dessa listagem.
Alckmin concluiu afirmando que "o próximo passo é excluir mais produtos e reduzir alíquotas. Ainda temos questões especialmente em segmentos de manufatura, mas também em alimentos, como o mel. O desafio é continuar com este avanço."
Fonte: www.cnnbrasil.com.br