Alckmin destaca a liderança de Lula em evento do PT, com atenção internacional voltada para o Brasil

Alckmin destaca a liderança de Lula em evento do PT, com atenção internacional voltada para o Brasil

by Ricardo Almeida
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Discurso de Geraldo Alckmin

O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), proferiu uma série de elogios ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento em celebração ao 46º aniversário do partido, realizado em Salvador, na Bahia.

Em seu discurso, Alckmin fez uma declaração incisiva: “Dizer da alegria, é uma bela história e a história não é escrita por decreto, a história se faz no pulsar das ruas, no brilho dos olhos, na mão calejada. O PT não nasceu do alto, nasceu do povo.” Ele também falou sobre a liderança de Lula, afirmando que “o Brasil tem em Lula um líder e o mundo tem acompanhado sua luta com firmeza em defesa da justiça, em defesa da paz.”

Alckmin prosseguiu sua fala, enfatizando: “É hora de comparação, democracia versus ditadura,” ao criticar o governo anterior de Jair Bolsonaro (PL). Ele lembrou que o ex-presidente tentou reinstaurar a CPMF, enquanto o governo atual isentou do Imposto de Renda (IR) aqueles que ganham até R$ 5 mil mensais e reduziu as taxas para quem recebe até R$ 7.350. “Em todas as áreas que nós formos verificar, nós vamos ver que nós avançamos e muito,” concluiu.

Alckmin também levantou questões sobre a economia, afirmando que “falam muito da questão fiscal,” e comparou a situação do Brasil com a do México, que atingiu um défice primário de apenas 0,5% do PIB em 2020, em um período marcado pela pandemia da Covid-19. Ele destacou que “o Brasil não vai andar para trás, o que anda para trás é caranguejo. Nós vamos para frente, Lula presidente,” finalizou Alckmin.

Pouco antes de seu discurso, provocado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Alckmin fez uma aparição descontraída ao exibir meias vermelhas para a plateia, sentado ao lado de Lula.

Reconhecimento de Lula

No mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a oportunidade para exaltar seus vice-presidentes. Ele fez menção às parcerias que estabeleceu com José Alencar durante seus dois primeiros mandatos e à colaboração atual com Geraldo Alckmin, nesta terceira gestão. “Tenho muita sorte na vida, e uma delas é escolher meus vices. Eu tive o José Alencar e agora eu tenho o Alckmin. Então, eu duvido que algum presidente tenha tido a sorte de ter tido vices que eu tenho,” destacou Lula durante o ato comemorativo do 46º aniversário do PT.

Lula também mencionou que aprendeu “a admirar, a respeitar e a conviver da forma mais civilizada possível” com Alckmin. Este reconhecimento acontece em um contexto em que há discussões sobre a continuidade de Alckmin na chapa petista nas próximas eleições, especialmente em virtude da possibilidade de que o vice-presidente concorra a cargos em São Paulo.

Na quinta-feira anterior ao evento, Lula havia comentado que Alckmin e os ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (MDB) têm um “papel para cumprir em São Paulo.” Essa fala, nos bastidores, foi interpretada como um sinal de que o presidente considera a possibilidade de substituir o atual vice-nome para uma nova composição eleitoral.

Entre os membros históricos do PT, há defensores da repetição da chapa que resultou vitoriosa nas eleições de 2022, como o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, que considerou que essa composição foi um “pacto político” bem-sucedido.

Fernando Haddad e seu Livro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou recentemente que sua razão de estar ativo na política é “encontrar caminhos” para oferecer soluções ao mundo e à sociedade, em vez de simplesmente buscar agradar a todos. Essa declaração foi feita durante o evento de lançamento de seu livro intitulado “Capitalismo superindustrial,” ocorrido no Sesc 14 Bis, em São Paulo, neste sábado.

Ao explicar a motivação por trás da publicação do livro, Haddad fez uma piada com a plateia, destacando que “não é recomendado” que um ministro da Fazenda publique um livro devido às críticas que poderia receber de diversas vertentes políticas. Ele afirmou: “É natural que você busque proteção. Às vezes é tanta porrada, de esquerda, de direita, de cima, de baixo, de dentro, é de todo canto.” Contudo, ele ressaltou que não poderia deixar o ministério sem antes realizar a publicação do livro.

Segundo Haddad, a obra aproveita algumas de suas reflexões acadêmicas anteriores sobre a economia da União Soviética e se tornou ainda mais relevante à medida que a China se consolidou como uma potência econômica, desafiando a hegemonia do Ocidente. Ele afirmou: “A China deu a oportunidade de voltar à discussão sobre, afinal de contas, o que é aquela experiência soviética? Qual é a natureza socioeconômica daquela experiência e os objetivos? Esse desafio ao Ocidente é uma simples disputa pela hegemonia na economia mundial, ou tem alguma coisa além disso?”

As informações são provenientes do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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