Alemanha busca parcerias estratégicas com a China diante das tarifas dos EUA, afirma Merz

Parcerias Estratégicas com a China

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou nesta quarta-feira, dia 18, a intenção de buscar “parcerias estratégicas” com a China em uma viagem agendada para a próxima semana. O objetivo dessa visita é discutir a cooperação futura entre a Europa e a segunda maior economia do mundo, num momento em que os Estados Unidos intensificam sua política tarifária.

Interesses Estratégicos

Em um evento realizado na Quarta-feira de Cinzas, em Passau, Baviera, Merz destacou a importância de encontrar parceiros globais que compartilhem valores e visões semelhantes. “Temos um interesse estratégico em encontrar parceiros no mundo que pensem como nós, que ajam como nós e que, acima de tudo, estejam preparados para moldar o futuro juntos, para que continuemos sendo um país com prosperidade e um alto nível de segurança social”, afirmou.

Integração de Política Externa e Econômica

Merz enfatizou que a política externa e a política econômica não podem ser vistas de forma isolada. Ele criticou a postura dos Estados Unidos, afirmando: “Se os norte-americanos acreditam que, com sua política tarifária, devem exercer influência em todo o mundo — se acreditam que as tarifas são mais importantes do que os impostos internos —, então isso é algo que os norte-americanos podem, é claro, decidir por si mesmos. Mas não é nossa política.”

Impactos das Tarifas

A pressão tarifária imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, está criando tensões nas relações entre aliados. Essa situação ameaça o comércio bilateral e aumenta o risco de impactos negativos na economia alemã, que já enfrenta desafios significativos.

Merz expressou a posição da Alemanha em relação a essas tarifas: “Vocês podem fazer isso, mas nós não concordaremos com isso. E se exagerarem, nós, europeus, certamente seremos capazes de nos defender contra isso.”

Coesão Europeia em Resposta a Agressões

Durante seu pronunciamento, Merz também destacou a capacidade da Europa de agir em conjunto, mencionando uma recente situação envolvendo a Groenlândia. Ele alertou que a União Europeia responderá energicamente se os Estados Unidos aumentarem ainda mais as tarifas.

“Essa é a nossa dupla estratégia: uma mão estendida e, a qualquer momento, uma parceria renovada — mas também coesão e unidade suficientes dentro da União Europeia para que possamos nos defender adequadamente contra coisas que não queremos”, explicou.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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