Alibaba estaria auxiliando o exército chinês a direcionar ataques contra os EUA, afirma memo da Casa Branca: FT

Alibaba estaria auxiliando o exército chinês a direcionar ataques contra os EUA, afirma memo da Casa Branca: FT

by Patrícia Moreira
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Alibaba e as Acusações de Apoio ao Exército Chinês

Acusações no Memorando da Casa Branca

Em uma revelação feita pelo Financial Times na última sexta-feira, um memorando da Casa Branca alegou que a Alibaba, gigante chinesa do comércio eletrônico, estaria ajudando o exército da China a direcionar alvos nos Estados Unidos. Segundo o relatório, o memorando afirmava que "a Alibaba fornece suporte técnico para operações militares chinesas contra alvos nos EUA".

Verificação das Alegações

O Financial Times destacou que não teve a capacidade de verificar as alegações contidas no memorando, e não foi divulgado o texto completo do documento. A data de emissão do memorando não foi esclarecida. A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre o assunto, enquanto o Financial Times reafirmou a validade de sua reportagem.

Reação da Alibaba

Em resposta ao relatório do Financial Times, a Alibaba declarou em uma nota à CNBC que "as afirmações e insinuações no artigo são completamente falsas". A companhia questionou a motivação por trás do vazamento anônimo, enfatizando que o Financial Times admite não poder verificar as informações. "Esta operação de relações públicas maliciosa claramente se originou de um agente isolado que busca minar o recente acordo comercial entre o presidente Trump e a China", acrescentou a empresa.

Encontro entre os Líderes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, se encontraram na Coreia do Sul no mês passado, marcando o primeiro encontro dos líderes desde o início do segundo mandato de Trump em janeiro. Durante esse encontro, ambos concordaram com a redução de tarifas e o relaxamento das exportações por um período de 12 meses, em um esforço para aliviar as tensões bilaterais que aumentaram ao longo do ano.

Questões sobre o Relatório

A falta de detalhes no relatório do Financial Times levanta suspicácias sobre se alguns membros da administração dos EUA, conhecidos por suas posturas agressivas em relação à China, estariam tentando minar o acordo entre Trump e Xi Jinping. Andy Rothman, fundador da empresa de consultoria Sinology, comentou na segunda-feira durante o programa "Squawk Box Asia" da CNBC que a ausência de uma resposta de Trump sobre o relatório é notável, especialmente considerando que todas as grandes empresas de computação em nuvem dos EUA possuem contratos com o governo dos EUA.

Aumentos nas Restrições e Efeitos no Mercado

Nos últimos anos, os Estados Unidos intensificaram os esforços para restringir o acesso da China a semicondutores avançados, que são essenciais para o treinamento de modelos de inteligência artificial. Kyle Chan, um pesquisador da Brookings Institution que se concentra na tecnologia chinesa, observou que a rápida queda no preço das ações da Alibaba em resposta ao relatório do Financial Times indica a instabilidade que a indústria de IA da China enfrenta diante de potenciais novas sanções.

Flutuação das Ações da Alibaba

Após a divulgação do relatório, as ações da Alibaba fecharam com uma queda de 3,78% no mercado dos EUA na sexta-feira; contudo, houve um aumento de mais de 1% nas ações em Hong Kong na segunda-feira seguinte. Chan também apontou que o relatório do Financial Times surge em um momento em que o modelo de IA de código aberto da Alibaba, chamado Qwen, está ganhando popularidade no Vale do Silício, o que representa uma ameaça crescente para os modelos pagos das empresas de IA dos EUA, como OpenAI e Anthropic. Adicionalmente, investidores demonstram preocupações crescentes em relação a uma possível bolha no setor de IA.

Resultados Futuros da Alibaba

A Alibaba está prevista para divulgar seus resultados trimestrais em 25 de novembro, antes da abertura do mercado nos Estados Unidos.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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