Allos apresenta resultados financeiros positivos no 2T26
As ações da Allos (ALOS3), integrantes do índice Ibovespa, registraram uma leve alta nesta sexta-feira, 7 de outubro. O movimento ocorreu um dia após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), que, segundo analistas, apresentou resultados acima das expectativas.
Por volta das 10h30, horário de Brasília, os papéis da administradora de shopping centers subiam 0,70%, sendo cotados a R$ 27,19. No mesmo período, o índice IBOV, principal indicador da B3, apresentou um avanço de 0,14%, alcançando 175.798 pontos.
Desempenho financeiro da Allos no 2T26
Entre abril e junho, a Allos registrou um lucro líquido de R$ 294 milhões, apresentando um crescimento significativo de 57,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, 2025.
A companhia atribuiu esse aumento ao maior faturamento proveniente de mídia nos shoppings, além do desenvolvimento imobiliário nas áreas circunvizinhas aos seus ativos.
Os relatórios indicam que a empresa alcançou um Ebitda ajustado de R$ 525,4 milhões, uma alta de 10,5% em relação ao ano passado, e uma receita líquida de R$ 732,3 milhões, que representou um avanço de 11,6% no mesmo intervalo de tempo.
Segundo dados da LSEG, analistas esperavam um Ebitda de R$ 533,7 milhões e uma receita líquida de R$ 708,4 milhões.
Nota do Safra sobre os resultados
De acordo com a análise do Safra, os resultados da Allos foram considerados “acima das expectativas”, respaldados por vendas resilientes, crescimento nas receitas de serviços e um controle efetivo das despesas, fatores que compensaram os problemas enfrentados no Shopping Tijuca, que sofreu danos em um incêndio em janeiro.
Por conta do incidente, os custos imobiliários da companhia aumentaram 37% em comparação ao ano anterior, refletindo as maiores provisões relacionadas àquele empreendimento.
A margem NOI (resultado operacional dos shoppings) para o 2T26 se posicionou em 91,8%, apresentando um recuo de 1,5 ponto percentual em um ano, mesmo assim, o NOI alcançou R$ 601 milhões, representando uma alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O Safra destacou que parte das surpresas positivas no balanço veio da venda de um terreno, que contribuiu com cerca de R$ 15 milhões à receita do segundo trimestre. Mesmo sem esse efeito, o resultado final ainda seria positivo, conforme a análise do banco.
A receita de serviços também foi um fator de destaque, com um aumento de 40%, impulsionada, principalmente, pelo crescimento da operação de mídia da Helloo. A receita proveniente de estacionamento também subiu, com um crescimento de 6,2%, atingindo R$ 133 milhões.
Indicadores operacionais da Allos
O Safra observou que a empresa manteve um ritmo operacional forte, com um crescimento anual de 3,2% nas vendas nas mesmas lojas (SSR) e uma alta de 4% nas vendas por metro quadrado.
As vendas dos lojistas da Allos totalizaram R$ 10,5 bilhões no trimestre, apresentando um avanço de 3,4% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Embora as ações tenham reagido de maneira neutra após a divulgação dos resultados financeiros, o banco manteve sua recomendação de “outperform” (equivalente à compra) para as ações ALOS3.
A instituição projeta que a empresa pode entregar um dividend yield de 12,9% até o final de 2026, além de uma taxa interna de retorno real de 13%, considerando os fluxos futuros de caixa.
Posição do BTG Pactual
De modo semelhante, o BTG Pactual avaliou que a Allos apresentou resultados que superaram as expectativas no 2T26, mostrando crescimentos compatíveis em receita, Ebitda e geração de caixa.
O banco apontou que o FFO (Funds From Operations) por ação alcançou R$ 0,66, representando um aumento de 14% na comparação anual e 9% acima das estimativas previamente realizadas.
Os analistas destacaram que esse desempenho foi impulsionado particularmente pelas receitas de serviços, pela mídia nos shoppings e pelo desenvolvimento imobiliário.
Não obstante os bons resultados financeiros, o BTG ressaltou que os indicadores operacionais da companhia ainda foram impactados pelas dificuldades enfrentadas no Shopping Tijuca, que continuou com lojas fechadas durante o trimestre.
O banco também manteve sua recomendação de compra para a ALOS3, enfatizando que a Allos apresenta uma combinação atrativa de dividendos com um significativo potencial de valorização. A expectativa é que a empresa distribua cerca de 13% ao ano em dividend yield.
Outro fator que pode ser considerado como um catalisador potencial é a possibilidade de novas vendas de ativos. O BTG mencionou que futuras operações desse tipo, incluindo negociações em andamento, podem gerar valor adicional para os acionistas.
Avaliação do Bradesco BBI
O Bradesco BBI também mostrou uma análise positiva em relação aos resultados da Allos, afirmando que o balanço reforça a resiliência operacional da companhia e a sua eficiência na gestão de despesas.
O aumento da receita líquida, segundo a instituição, foi largamente influenciado por um avanço de 40% nas receitas de serviços, especialmente na área de mídia.
Quanto ao crescimento do Ebitda ajustado, os analistas acreditam que sua alta foi beneficiada pela redução das despesas gerais e administrativas.
O Bradesco BBI comentou que as métricas operacionais foram robustas, com vendas totais atingindo R$ 10,5 bilhões; no entanto, elas apresentaram uma leve desaceleração devido aos efeitos do calendário da Copa do Mundo em junho.
O banco espera uma reação levemente positiva do mercado em resposta aos resultados revelados, argumentando que os números confirmam a resiliência operacional da companhia e a gestão eficaz de despesas, não esquecendo de sustentar sua recomendação de compra, com base em múltiplos atrativos e forte geração de caixa.
Fonte: www.moneytimes.com.br