Amazon e a Análise do Morgan Stanley
O Morgan Stanley selecionou a Amazon (NASDAQ: AMZN) como sua principal escolha de investimento, argumentando que tanto a Amazon Web Services (AWS) quanto a divisão de Varejo são apostas promissoras subestimadas na área de inteligência artificial generativa. A instituição financeira acredita que a Amazon está bem posicionada não apenas para se beneficiar da transformação impulsionada por IA, mas também para moldá-la.
Sustentabilidade do Crescimento da AWS
Os investidores têm discutido amplamente o retorno sobre os altos investimentos em inteligência artificial. O analista Brian Nowak, do Morgan Stanley, mantém uma visão positiva “apesar dessa incerteza”. Ele destacou dois catalisadores principais que poderiam levar a uma reavaliação das ações da Amazon.
A primeira questão envolve a sustentabilidade do crescimento da AWS. Nowak argumenta que a demanda por serviços da AWS continua robusta. Além disso, as tendências de pedidos em atraso sugerem um crescimento acima de 30% a longo prazo. No entanto, ele alertou que o ritmo de aceleração atual está sendo limitado pela capacidade restrita até que novos data centers entrem em funcionamento.
Análise de Rendimento de Despesas de Capital
Para avaliar o retorno sobre o investimento em inteligência artificial, Nowak utiliza uma abordagem chamada “análise de rendimento de despesas de capital”, que investiga a receita incremental em relação aos gastos de capital do ano anterior. No cenário base que ele delineou, o rendimento implícito é cerca de 50% menor que a média histórica, o que sugere um potencial de crescimento da receita da AWS, contanto que a abertura de novos data centers seja mais bem alinhada aos níveis de investimento.
Nowak estima que um aumento de 5% no rendimento poderia resultar em aproximadamente 130 pontos-base de crescimento adicional para a AWS. Além disso, ele sugere que um rendimento em torno de US$ 0,45 poderia elevar o crescimento da AWS para a faixa de 35% ao ano.
Comércio com Agentes
O segundo catalisador identificado por Nowak é o que ele denomina como comércio com agentes. Ele aponta que a expansão da presença da Amazon no último quilômetro, somada à construção contínua de infraestrutura e aos investimentos em tecnologia, posiciona a empresa para liderar experiências de compra impulsionadas por inteligência artificial, tanto em segmentos verticais quanto horizontais.
De acordo com Nowak, o assistente de compras com inteligência artificial da Amazon, chamado Rufus, já contribui com cerca de 140 pontos-base para o crescimento do valor bruto de mercadorias no quarto trimestre de 2025.
Necessidade de Melhorar a Experiência do Cliente
A Amazon também reconheceu a importância de “descobrir coletivamente uma melhor experiência do cliente” por meio de agentes de IA horizontais. A empresa tem se envolvido em várias conversas sobre parcerias futuras, indicando que a divulgação de novos acordos pode estar a caminho.
Nowak acredita que a expectativa de surgimento de parcerias horizontais entre a Amazon e outras empresas poderá aumentar a confiança dos investidores em relação ao posicionamento de longo prazo da Amazon.
Avaliação das Ações da Amazon
Atualmente, as ações da Amazon estão sendo negociadas a cerca de 19 vezes o lucro por ação (LPA) projetado para 2027. Isso é baseado em uma expectativa de crescimento do LPA em torno de 20%. Em termos de relação Preço/Lucro/Preço por Ação (PEG), essa avaliação representa um desconto de aproximadamente 40% em comparação com seus pares do setor.
Diante dessa análise, o Morgan Stanley reafirmou sua recomendação de compra para as ações da Amazon e reiterou o preço-alvo de US$ 300, o que sugere um potencial de valorização de cerca de 50% em relação aos níveis de negociação recentes.
A Amazon também está disponível para negociação na B3, via BDR (BOV: AMZO34).
Fonte: br.-.com


