Americanos enfrentam uma semana de pesadelo nas viagens, e a situação deve piorar.

Americanos enfrentam uma semana de pesadelo nas viagens, e a situação deve piorar.

by Patrícia Moreira
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Atrasos em Aeroportos de Nova York Durante Shutdown do Governo

QUEENS, N.Y. — Na quinta-feira no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, viajantes formaram filas nos pontos de controle da TSA, ansiosos para chegarem aos seus portões antes do horário de partida dos voos.

Situação nas Terminais

No Terminal 4, que atende principalmente à Delta e algumas companhias aéreas internacionais, as filas para o TSA Pre-check, identificação digital e Clear — a empresa de triagem privada — estavam surpreendentemente rápidas. No entanto, as filas gerais da TSA mostraram tempos de espera em torno de 30 minutos.

Mike Mayer, um executivo de aviação e defesa baseado em Nova York, declarou após passar pela segurança no Terminal 4: “Saímos quatro horas antes do planejado”. Contudo, ao lado, no Terminal 5, que atende a companhia aérea de baixo custo JetBlue, as filas para embarque geral se prolongavam por horas.

Embora Mayer tenha conseguido passar pela segurança a tempo, ele percebeu que a situação era caótica em outros locais e sentiu a frustração dos trabalhadores da TSA. “Acho um desrespeito que eles não estejam sendo pagos,” disse ele.

Impacto do Shutdown do Governo

Com o shutdown do governo se estendendo por mais de 40 dias, os funcionários da TSA já perderam dois pagamentos, levando a um número maior do que o habitual de ausências. Este cenário se agrava com os 480 trabalhadores que deixaram seus cargos durante esse período, resultando na escassez de agentes treinados nos aeroportos. Isso contribuiu para o fechamento de pontos de segurança, longas esperas nas filas de segurança e voos perdidos.

Relatos de aeroportos como o BWI de Baltimore, o Aeroporto Intercontinental George Bush em Houston e o Aeroporto de Newark em Nova Jersey confirmam essa realidade.

Altas Taxas de Absentismo

O especialista em viagens e editor da CBS News, Peter Greenberg, relatou que, ao passar pelo TSA em Houston na quinta-feira, as filas chegavam a quatro horas. “E adivinha? A taxa média de absentismo lá é superior a 40% no Aeroporto Bush Intercontinental; no Aeroporto Hobby, ao lado, é de 55%,” disse ele.

Em alguns aeroportos, entre 40% e 50% da força de trabalho da TSA faltou em certos dias, resultando nos maiores tempos de espera já registrados na história da TSA, que ultrapassaram quatro horas e meia.

Tentativas de Solução

As negociações para acabar com o shutdown do Departamento de Segurança Interna tiveram um avanço bipartidário no Senado na manhã de sexta-feira, mas foram rapidamente rejeitadas na Câmara dos Deputados. A continuação da paralisia trouxe incerteza sobre quais compromissos são possíveis para resolver a situação.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, rejeitou essa proposta na tarde de sexta-feira, anunciando que a Câmara aprovará um projeto diferente para financiar todo o Departamento de Segurança Interna até 22 de maio. O Senado, agora em recesso para o fim de semana, não poderá considerar qualquer novo projeto até a segunda-feira.

Na quinta-feira à noite, o presidente Trump anunciou planos para assinar uma ordem executiva para “resolver esta situação de emergência” e pagar os agentes da TSA sem a necessidade de aprovação do Congresso. No entanto, a legalidade desse passo ainda é incerta. Johnson expressou confiança de que o governo poderia agir rapidamente, afirmando que “esse processo já está em andamento”.

Consequências para a Aviação

Para as companhias aéreas, os voos perdidos e a redução na capacidade impactarão financeiramente. Isso não leva em conta os efeitos do aumento dos preços do combustível resultantes da guerra entre os EUA e Irã.

Os diretores executivos de American Airlines, Delta, United, Southwest, JetBlue, Alaska Air e vários transportadores de carga, incluindo UPS e FedEx, assinaram uma carta conjunta ao Congresso exigindo o fim imediato do shutdown.

A carta advertiu que “muitos viajantes estão enfrentando longas e extremamente lentas filas nos pontos de verificação”, levando as companhias aéreas a atrasar voos e a reprogramar passageiros, o que gera custos cumulativos.

Críticas dos Líderes do Setor

O CEO da Delta, Ed Bastian, expressou sua indignação em uma entrevista ao CNBC, chamando “inexcusável” o fato de agentes de segurança trabalharem sem pagamento. Ele acusou Washington de usar trabalhadores da linha de frente como “moeda política”.

As dificuldades decorrentes das filas congestionadas da TSA e dos voos perdidos são ampliadas por uma série de dificuldades econômicas enfrentadas pelo setor. O aumento dos preços do combustível relacionados ao conflito com o Irã já está pressionando as margens de lucro.

Bastian destacou que a guerra no Irã traz incertezas adicionais, o que torna o planejamento para a movimentada primavera e o verão extremamente difícil, com um impacto de custos que chega a US$ 400 milhões apenas em março.

Dificuldades dos Funcionários da TSA

No centro do caos estão os próprios agentes da TSA — trabalhadores essenciais que são legalmente obrigados a comparecer, embora sua remuneração esteja atrasada. Os funcionários da TSA enfrentam notificações de despejo, retomadas de veículos e, em alguns casos, recorrem à venda de plasma sanguíneo para conseguir dinheiro para a alimentação. Alguns agentes relataram dificuldades em arcar com os copagamentos de tratamentos médicos para câncer ou consultas médicas para filhos doentes.

McNeill, da TSA, advertiu, durante seu depoimento à Comissão de Segurança Interna da Câmara, que a agência poderá ser forçada a fechar aeroportos menores completamente se a situação continuar a piorar. Ele também alertou que os problemas de viagem persistirão mesmo após o encerramento do shutdown, uma vez que o processo de integração de novos funcionários requer de quatro a seis meses de treinamento.

A situação é crítica, e a maioria dos trabalhadores da TSA se encontra em uma situação desesperadora, tendo que trabalhar em meio à incerteza e à falta de pagamentos.

Reflexões Finais

Enquanto a crise persiste, viajantes como Mike Mayer acreditam que os problemas enfrentados são fruto do sistema político atual, ressaltando a falta de colaboração entre o executivo e o legislativo para resolver questões significativas para a população. “Há uma grande quantidade de culpa a ser distribuída,” concluiu Mayer.

Fonte: finance.yahoo.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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