ANP Mantém Classificação do Campo de Raia
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou, em reunião realizada nesta segunda-feira (26), a decisão unânime de manter a classificação do campo de Raia, localizado no pré-sal da bacia de Campos, como um único campo de petróleo e gás. Essa decisão implica na rejeição do recurso apresentado pela Equinor, operadora do campo, que pleiteava a divisão do ativo entre Raia Manta e Raia Pintada.
Reenvio do Plano de Desenvolvimento
Com essa nova determinação, a Equinor foi obrigada a reenviar um plano de desenvolvimento que já estivesse unificado, em conformidade com as exigências regulatórias. Esse plano também recebeu aprovação na mesma reunião da ANP.
Impactos Tributários
A manutenção da classificação da área como um campo único pode resultar em uma elevação na carga tributária para a operadora. Campos que possuem um grande volume de produção estão sujeitos ao pagamento da Participação Especial, que pode atingir até 40% da receita líquida sobre os volumes trimestrais de produção.
Integração dos Reservatórios
Pietro Mendes, diretor da ANP e relator do processo, destacou que os reservatórios pertencem ao mesmo bloco exploratório BM-C-33, situado no pré-sal da bacia de Campos. Mendes ressaltou que esses reservatórios estão projetados para serem operados por meio de uma única unidade de produção, caracterizando-os como parte de “um projeto integrado de desenvolvimento de produção”.
Detalhes sobre a Produção do Campo
O campo de Raia é operado pela Equinor, que detém 35% de participação, enquanto a Repsol Sinopec Brasil também possui 35% e a Petrobras possui 30%. A produção do campo está prevista para o primeiro semestre de 2028, com reservas recuperáveis estimadas em 1 bilhão de barris de óleo equivalente (boe). A infraestrutura inclui uma plataforma do tipo FPSO com capacidade de 126 mil barris por dia e um gasoduto capaz de escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Fonte: www.moneytimes.com.br


