Lula Defende Comércio em Moedas Locais entre os Brics
Dias antes de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou apoio à ideia de realizar o comércio em moedas locais, sem a utilização do dólar, entre os países membros dos Brics. Essa declaração ocorreu durante um fórum econômico em Jacarta, capital da Indonésia, situada no Sudeste Asiático.
Pagamentos Acessíveis entre os Brics
Lula resaltou que, no contexto dos Brics, os sistemas de pagamentos como o PIX e o QRIS, ferramenta indonésia de pagamentos instantâneos, proporcionam métodos acessíveis para transações. Ele acredita que essas facilidades podem incentivar a adoção de medidas que permitam a facilitação do comércio em moedas locais entre as nações que compõem o bloco.
Reunião com Donald Trump
O presidente brasileiro se reunirá com Trump no próximo domingo, 26 de novembro, na Malásia. O objetivo principal do encontro é discutir o aumento tarifário de 50% que os Estados Unidos impuseram ao Brasil. Trump, em diversas ocasiões, sinalizou a possibilidade de taxar países membros dos Brics que buscam contestar a hegemonia do dólar no comércio internacional.
Críticas a Medidas Unilaterais
Após sua declaração sobre o comércio em moedas locais, Lula também abordou a questão das medidas unilaterais que afetam o comércio internacional, afirmando que tanto a Indonésia quanto o Brasil se opõem a tais ações. Ele fez essa declaração sem mencionar diretamente o presidente americano, mas sua mensagem foi clara.
Acordo de Comércio Preferencial com a Indonésia
Durante o fórum, o presidente Lula revelou que, sob a presidência brasileira do Mercosul, há uma intenção de avançar em um acordo de comércio preferencial com a Indonésia até o final de 2025. Ele declarou: “Durante nossa atual presidência no Mercosul, até o final do ano, vamos avançar nas tratativas para um acordo de comércio preferencial Mercosul-Indonésia.” Essa afirmação ressalta a importância das relações comerciais entre o Brasil e a Indonésia no contexto do Mercosul.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


