Aprovação de Lula alcança o maior nível do ano e se aproxima da desaprovação, segundo o Datafolha.

Aprovação de Lula alcança o maior nível do ano e se aproxima da desaprovação, segundo o Datafolha.

by Ricardo Almeida
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Aprovação do Governo Lula

A pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, aponta que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 33% de “ótimo/bom”, o que representa o maior índice registrado neste ano. Este número se aproxima da taxa de desaprovação, que está em 38% de “ruim/péssimo”.

Em uma comparação com a última rodada do levantamento, realizada no fim de julho, a avaliação positiva do governo Lula, que era classificada como “ótimo” ou “bom” por 29% dos entrevistados, teve um aumento significativo, enquanto aqueles que consideravam seu governo como “ruim/péssimo” eram 40% na ocasião. A porcentagem de pessoas que consideram o governo como regular passou de 29% em julho para 28% agora.

Avaliação do Trabalho de Lula

No que diz respeito à avaliação do trabalho de Lula como presidente, a aprovação subiu de 46% em julho para 48% em setembro. A desaprovação como presidente, por outro lado, diminuiu de 50% na última pesquisa para 48% nesta última. Essas mudanças nas taxas de aprovação e desaprovação ocorrem dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, mas indicam uma tendência geral de melhora nos índices de avaliação do governo.

Influências Políticas e Sociais

Essa melhora nas taxas de aprovação coincide com a intensificação de uma campanha do governo que aborda o tema da soberania nacional, especialmente em resposta às tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Esse movimento ocorre em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é acusado de tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.

O governo Lula continua a manter uma aprovação alta em setores onde tradicionalmente tem mais suporte, especificamente entre as populações nordestinas, pessoas com menor escolaridade, cidadãos na faixa etária de 45 a 59 anos e aqueles com rendas mais baixas. Em contrapartida, a avaliação do governo é considerada menos favorável entre os moradores da região Sul, pessoas evangélicas, indivíduos com maior renda e aqueles que possuem diploma de ensino superior.

De acordo com os dados do Datafolha, houve um aumento na aprovação entre os evangélicos, um grupo que historicamente tende a apoiar o bolsonarismo. A taxa de aprovação nesse segmento saltou de 18% para 27%, embora a desaprovação ainda permaneça em um nível elevado, atingindo 52%.

A pesquisa foi realizada nos dias 11 e 12 de setembro, envolvendo 2.005 pessoas de 113 municípios em todo o Brasil.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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