Acordo da Argentina com o FMI
A Argentina anunciou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) durante a segunda revisão do seu programa de US$ 20 bilhões. Esta informação foi divulgada pelo FMI na quarta-feira, dia 15, confirmando a liberação de um desembolso de US$ 1 bilhão, que ainda está sujeito à aprovação do Conselho Executivo da instituição.
Ímpeto das Reformas
De acordo com o FMI, "o ímpeto das reformas se fortaleceu significativamente nos últimos meses". Em um comunicado oficial, a entidade reconheceu que a Argentina, sendo a segunda maior economia da América do Sul, apresenta maior apoio político para a implementação de reformas importantes. Além disso, foram observadas melhorias nas políticas monetária e cambial, fatores que contribuíram para o início da acumulação de reservas internacionais críticas.
Contexto do Acordo
O acordo de US$ 20 bilhões, que tem duração de 48 meses, foi firmado há um ano com o objetivo de renovar um acordo anterior, que somava US$ 44 bilhões. Esse novo arranjo visa proporcionar ao governo de Javier Milei a capacidade financeira necessária para eliminar os controles de capital existentes. Este representa o 23º acordo entre a Argentina e a instituição financeira situada em Washington.
Monitoramento dos Mercados
Desde a estipulação do acordo, os mercados têm acompanhado atentamente a capacidade do governo Milei em recuperar as reservas internacionais, um requisito crucial do pacto firmado. Após a primeira revisão, realizada em julho passado, o FMI decidiu diminuir a meta de acumulação de reservas até 2026, uma vez que a Argentina não conseguiu cumprir a meta estabelecida inicialmente.
Compras de Moeda Estrangeira
Nos últimos meses, o FMI elogiou as aquisições diárias de moeda estrangeira que estão sendo realizadas pelo Banco Central da Argentina. Essas ações são vistas como uma tentativa de cumprir as obrigações de dívida e de reconstruir as reservas do país. Até 2026, o Banco Central acumulou mais de US$ 5,5 bilhões em compras, embora o nível total das reservas ainda seja considerado baixo, em decorrência dos pagamentos contínuos relacionados à dívida.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


