Arrecadação Federal em Janeiro de 2026
A arrecadação do governo federal com a chamada "taxa das blusinhas" em janeiro de 2026 apresentou um aumento de 24,75% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Durante este mês, a Receita Federal arrecadou R$ 425,3 milhões, oriundos de 15,5 milhões de remessas internacionais registradas.
Comparativo com Janeiro de 2025
No mês de janeiro de 2025, a arrecadação federal referente à taxa das blusinhas somou R$ 340,9 milhões, com 11,35 milhões de encomendas internacionais registradas na ocasião.
Total da Arrecadação em Janeiro de 2026
De maneira geral, a arrecadação federal totalizou R$ 325,7 bilhões em janeiro de 2026, estabelecendo um recorde para este mês. Um dos principais fatores que contribuiu para esse aumento foi a arrecadação de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que cresceu 49,05%.
Declarações do Governo
Em uma entrevista concedida à CNN Brasil na quinta-feira, dia 2, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, mencionou que a "taxa das blusinhas" é ainda um assunto delicado dentro do governo.
Ceron afirmou que "do ponto de vista econômico, há impactos significativos, especialmente relevantes sobre a indústria e o varejo nacional". Ele enfatizou a importância de um debate aprofundado sobre o tema, a fim de evitar equívocos e retrocessos que possam acarretar "riscos" à economia.
Implementação da Medida
A "taxa das blusinhas" foi instituída em agosto de 2023, como parte do programa Remessa Conforme. Esta iniciativa visa combater a sonegação fiscal em compras internacionais. O modelo prevê duas faixas de tributação específicas:
- Compras de até US$ 50: Imposto de Importação de 20% e ICMS de 17%.
- Compras acima de US$ 50: Imposto de Importação de 60% e ICMS de 17%.
Para compras realizadas em sites que não participam do programa, aplica-se a regra geral, que estabelece uma alíquota de 60% de imposto de importação, além dos 17% de ICMS. A cobrança do imposto ocorre no momento da chegada do produto ao Brasil, antes da entrega ao consumidor.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br