As ações do setor agro que prometem crescimento em 2026, segundo o BofA.

Desempenho das Ações do Agronegócio em 2025

No ano de 2025, enquanto a bolsa de valores apresentou uma valorização significativa, as ações do setor de agronegócio não tiveram o mesmo desempenho, ficando aquém das expectativas. De acordo com um relatório do Bank of America (BofA), o setor na América Latina conseguiu um retorno ponderado positivo de 39% em dólares. Esse resultado, no entanto, é 12 pontos percentuais inferior ao índice MSCI América Latina e 17 pontos atrás do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa.

Oportunidades em Meio à Adversidade

Embora esse cenário possa ser interpretado de forma negativa, ele pode também revelar oportunidades para os investidores. Os analistas do BofA estão otimistas em relação ao ciclo de redução das taxas de juros nos Estados Unidos e no Brasil, o que pode atuar como um catalisador para a recuperação das ações do setor. Conforme afirmado pelos analistas, o segmento de bens de consumo essenciais frequentemente apresenta desempenho superior em períodos de flexibilização monetária. Essa situação é ainda mais benéfica para empresas com maior endividamento, como é o caso de Cosan (CSAN3), Raízen (RAIZ4) e MBRF (MBRF3).

Volatilidade Eleitoral e Expectativas para o Setor

No entanto, uma questão crucial que os investidores devem considerar no Brasil são as eleições presidenciais de 2026. O Bank of America alerta que, durante períodos eleitorais, a volatilidade tende a aumentar, afastando investidores. Historicamente, essa situação resultou em desempenhos mistos das ações do setor em eleições anteriores.

JBS Como Proteção no Agronegócio

Em meio a essas incertezas, o BofA identifica a JBS (JBSS32) como uma espécie de proteção dentro do setor de agronegócio. Entretanto, os analistas observam a escassez de catalisadores de curto prazo para todo o setor, considerando a pressão que está sendo exercida sobre os preços das commodities. Uma exceção a essa tendência poderá ser a 3tentos (TTEN3), que deve apresentar um crescimento robusto com o início das operações de sua usina de etanol de milho.

Cinco Temas Relevantes para o Agronegócio Brasileiro

No relatório, o Bank of America sublinha cinco temas que se espera que dominem o agronegócio brasileiro nos próximos trimestres:

  1. Melhora no consumo de bens essenciais em 2026: Essa recuperação deve ser impulsionada pelo aumento dos gastos públicos durante o período eleitoral, potenciais isenções no imposto de renda e a realização da Copa do Mundo.
  2. Custos mais favoráveis: A desaceleração da inflação, a valorização do câmbio e a estabilidade ou queda dos preços de commodities, especialmente do açúcar, ração animal, PET e agave, são fatores que podem contribuir para essa melhora.
  3. Normalização das margens do frango: Espera-se que haja uma normalização nas margens do setor avícola, enquanto as margens dos frigoríficos no Brasil devem se mostrar resilientes, ao contrário do que acontece nos EUA, onde a compressão das margens é mais expressiva.
  4. Alocação de capital mais eficiente: O início do ciclo de cortes nas taxas de juros no Brasil favorecerá uma melhor alocação do capital entre as empresas do setor.
  5. Visão cautelosa para o setor: A pressão sobre os preços das commodities exige uma avaliação cuidadosa, favorecendo empresas que apresentam um histórico claro de crescimento.

Ações Preferidas Pelo Bank of America

Em relação às empresas brasileiras, o Bank of America demonstra uma preferência pelas ações da JBS, Cosan (CSAN3) e 3tentos.

Para a JBS, os analistas ressaltam o forte impulso nos lucros, a diversificação da plataforma da empresa e a sua avaliação considerada atrativa. No que diz respeito à Cosan, apesar de o cenário atual ser desafiador no mercado de ações, a companhia pode se beneficiar da redução do endividamento como resultado do aumento de capital realizado em 2025.

A 3tentos, por último, é vista como uma empresa que apresenta uma história de crescimento sólida, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) do Ebitda estimada em 26% entre os anos de 2025 e 2028.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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