Digitalização do Fisco e Reforma Tributária
A digitalização das operações fiscais e a iminente reforma tributária estão aumentando a pressão sobre as áreas fiscais das empresas. Em um cenário onde notas, declarações, cadastros e movimentações são constantemente cruzados, erros que antes eram vistos como pontuais agora evidenciam falhas processuais e potenciais passivos.
Crescimento da ASIS Tax Tech
Nesse contexto, a ASIS Tax Tech planeja alcançar R$ 100 milhões em faturamento até 2026. Desde sua fundação em 2009, a empresa registrou um crescimento de 69% no último ano, além de triplicar sua receita nos últimos dois anos. Suas soluções incluem automação, auditoria digital, atualização tributária e conformidade fiscal.
Mudanças na Fiscalização
De acordo com Ulisses Brondi, CEO da ASIS, o cenário de fiscalização passou por uma transformação significativa. A abordagem fiscal deixou de ser fragmentada e reativa para se tornar mais integrada e proativa. Atualmente, o Fisco realiza o cruzamento automático de informações provenientes de diversas fontes, como notas fiscais e declarações. Isso leva as empresas a adotar uma gestão fiscal que deve ser contínua e preventiva.
Plataforma da ASIS
A plataforma desenvolvida pela ASIS facilita a captura e validação de documentos fiscais eletrônicos. Além disso, monitora alterações nas legislações e identifica inconsistências antecipadamente, antes que essas se transformem em passivos. Para Brondi, o desafio das empresas aumentou com o fluxo constante de mudanças na legislação, aliadas à transição da reforma tributária. Este processo é previsto para ocorrer entre 2026 e 2033, período em que disposições anteriores ainda terão que coexistir com as novas regras.
Uso de Inteligência Artificial
A próxima estratégia da ASIS é expandir a utilização de inteligência artificial com o intuito de simplificar a análise dos dados fiscais. Brondi afirma: “O caminho aponta para menos navegação em sistemas e mais interpretação automática de dados.” Esta evolução busca aprimorar a eficiência na gestão fiscal e garantir um melhor acompanhamento das constantes alterações regulatórias.
Fonte: veja.abril.com.br