Ataques do Irã no Estreito de Ormuz são considerados 'terrorismo econômico', afirma executivo de petróleo dos Emirados Árabes.

Ataques do Irã no Estreito de Ormuz são considerados ‘terrorismo econômico’, afirma executivo de petróleo dos Emirados Árabes.

by Patrícia Moreira
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Condenação das Ações do Irã

HOUSTON — Na segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos expressaram forte condenação em relação aos ataques do Irã contra navios no Estreito de Hormuz, classificando-os como uma forma de "terrorismo econômico" que está mantendo o mundo refém.

Declaração do CEO da ADNOC

"Deixe-me ser absolutamente claro, a utilização do Estreito de Hormuz como arma não é um ato de agressão contra uma única nação", afirmou Sultan Ahmed Al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC). Ele continuou: "É terrorismo econômico contra todas as nações, e nenhum país deve ser permitido manter Hormuz refém — nem agora, nem nunca." Essas declarações foram feitas durante o evento S&P Global’s CERAWeek, realizado em Houston, Texas, e foram transmitidas por meio de uma mensagem em vídeo.

Importância do Estreito de Hormuz

O Estreito de Hormuz é considerado a rota marítima mais importante do mundo para o transporte de petróleo. Antes do início do conflito, cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito passava por essa estreita via para os mercados globais. A movimentação de petroleiros foi drasticamente afetada devido aos ataques do Irã a navios no Golfo Pérsico.

Al Jaber reiterou: "Embora todos nós apreciemos os esforços para estabilizar os mercados e reduzir os preços, vamos deixar claro — isso não é uma questão de oferta." Ele enfatizou que "é uma questão de segurança e tem apenas uma resposta duradoura — manter o Estreito aberto."

Cancelamento de Participações no Evento

O CEO da Kuwait Petroleum Corporation, Shaikh Nawaf S. Al-Sabah, também cancelou sua presença física no evento na terça-feira devido ao conflito. Ele fará declarações virtuais, conforme informado por um porta-voz à CNBC. Além disso, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, também se ausentou da conferência, de acordo com fontes da Reuters.

Escalada do Conflito

Os conflitos se intensificaram com a ação dos Estados Unidos e de Israel, que lançaram um ataque massivo contra o Irã no dia 28 de fevereiro, resultando na morte do líder do país, o aiatolá Ali Khamenei, e outros altos representantes. As duas nações aliadas realizaram uma série de ataques aéreos, visando as capacidades militares da República Islâmica por várias semanas.

Resposta do Irã

Como resposta, o Irã intensificou ataques contra países árabes que não participaram da ofensiva do EUA-Israel. Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, o Irã lançou 352 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e mais de 1.700 drones contra os Emirados desde o início do conflito. Esses ataques resultaram em oito mortes e 161 feridos.

Al Jaber descreveu a situação: "Os Emirados Árabes Unidos foram alvo de um ataque que foi ilegal, errático, injustificável e completamente não provocativo. Não pedimos por este conflito. Na verdade, tomamos todas as medidas possíveis para evitá-lo."

Ameaças e Mudanças de Postura dos EUA

No fim de semana, o conflito pareceu escalar ainda mais quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear as usinas de energia do Irã caso o tráfego não fosse retomado pelo Estreito. No entanto, Trump adiou esses ataques por cinco dias, afirmando que os EUA tiveram conversas com o Irã, que o presidente descreveu como "produtivas". Como resultado dessas mudanças na postura americana, os preços do petróleo caíram quase 11% na segunda-feira, levando a esperanças de que o conflito possa ser resolvido por meio de negociações. Desde o início da guerra, os preços do petróleo já aumentaram mais de 30%.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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