A B3 (B3SA3) confirmou uma informação que já estava circulando no mercado sobre a eleição de Christian George Egan para o cargo de CEO da companhia.
Segundo um fato relevante divulgado nesta terça-feira (29), a escolha de Egan é o resultado de um processo de sucessão conduzido pelo conselho de administração da empresa, alinhado com as práticas de governança e a estratégia de longo prazo da B3.
A experiência de Egan é vasta, incluindo passagens por instituições como Credit Suisse, Itaú, Tivio Capital, e mais recentemente, Santander Brasil. Seu histórico abrange áreas como corporate e investment banking, mercados globais, tesouraria, gestão de ativos e relacionamento com investidores institucionais, conforme detalhado no comunicado oficial.
Ainda não há uma data divulgada para a posse de Egan. Ele assumirá a posição que foi ocupada por Gilson Finkelsztain desde 2017; este último deve assumir o comando do Santander.
A Situação na B3
Em termos financeiros, a B3 reportou um lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Esse número representa um crescimento de 33,1% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior, impulsionado por um forte aumento nas receitas, impulsionado por expectativas de queda nas taxas de juros, maior fluxo estrangeiro no mercado de ações e alta volatilidade nos mercados.
Na comparação trimestral, o lucro aumentou 2,6%. Estimativas previamente compiladas pela LSEG indicavam um lucro líquido de R$ 1,46 bilhão.
As receitas totalizaram R$ 3,2 bilhões, registrando um aumento de 20,5% em relação ao ano anterior, estabelecendo um recorde para o trimestre. Em comparação ao quarto trimestre de 2025, houve um crescimento de 8,5%. O grupo de receitas pró-cíclicas, que inclui derivativos e renda variável, teve um incremento de 23,7%, enquanto o grupo de receitas recorrentes apresentou um crescimento de 17,2%.
As despesas da companhia totalizaram R$ 918,7 milhões, apresentando um aumento de 10,9% em relação ao ano anterior, o que está em linha com os últimos três meses do ano passado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente foi de R$ 2,06 bilhões, com um crescimento de 23,9% em relação ao ano anterior e uma margem de 71,6%. Estimativas feitas pela LSEG indicavam um Ebitda de R$ 2,07 bilhões.
Fonte: www.moneytimes.com.br