Educação Básica e Letramento Financeiro
A estratégia da B3 articula a educação básica, o letramento financeiro e experiências práticas sob um mesmo guarda-chuva. A empresa busca estabelecer parcerias para ampliar seu alcance e impulsionar projetos que têm como objetivo familiarizar o público com o universo de investimentos desde cedo.
"A educação é estrutura de desenvolvimento", afirma Fabiana Prianti, líder da B3 Social. "Nosso foco está em soluções escaláveis, capazes de gerar impacto ao longo do tempo."
Matemática na Base
A atuação na educação básica ocorre por meio da B3 Social, que é o braço de investimento social da companhia. Para o presente ano, estão previstos 24 projetos, com um alcance estimado de 7 milhões de pessoas, que inclui estudantes, professores e gestores.
Essas ações englobam formação de docentes, desenvolvimento de metodologias e fortalecimento de redes educacionais. Um dos projetos destacados é a Olimpíada de Professores da OBMEP Mirim, organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada.
A OBMEP Mirim é uma versão adaptada da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, voltada especificamente para os anos iniciais do ensino fundamental. Neste contexto, o foco recai sobre os professores, com provas, premiações e estímulo à implementação de projetos pedagógicos em sala de aula.
Do Básico ao Investimento
Na área de educação financeira, a B3 mantém uma plataforma digital que oferece mais de 200 cursos gratuitos, além de cerca de 600 conteúdos diversos. Em 2025, o número de usuários cadastrados superou a marca de 520 mil.
Os materiais abrangem desde a organização do orçamento doméstico até conceitos financeiros fundamentais, como juros compostos, risco e diversificação. A iniciativa conta com a colaboração de instituições de ensino e entidades como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
"Mercados fortes são construídos com pessoas bem-informadas", afirma Marina Naime, gerente de educação da B3. "A educação financeira amplia o entendimento sobre riscos e planejamento de longo prazo."
Além da plataforma digital, o Museu da Bolsa do Brasil, localizado no centro de São Paulo, faz parte dessa estratégia. O espaço oferece exposições que abordam a história do mercado, além de atividades educativas e visitas guiadas. Em 2025, o museu recebeu mais de 73 mil visitantes.
Da Teoria ao Primeiro Investimento
A Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira, chamada de OLITEF, foi desenvolvida em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e é destinada a estudantes do ensino fundamental e médio.
Em 2025, a competição atingiu 1,75 milhão de alunos, com a participação de mais de 13 mil escolas. No total, 63 mil estudantes foram agraciados com medalhas.
Uma parte dos participantes recebeu premiações em títulos públicos, que são papéis emitidos pelo governo para financiar suas atividades. Esses títulos funcionam como uma forma de investimento de menor risco no país. A proposta visa levar o conteúdo além da teoria. Ao receber o título, o estudante tem seu primeiro contato direto com um investimento real.
A próxima edição do evento está programada para setembro de 2026 e deverá incluir alunos do 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, além de jovens e adultos em processo de educação.
Parcerias
A B3 Social também apoia a Associação Bem Comum, que se especializa na formação de gestores e professores da rede pública.
"A parceria permite ampliar escala e aprofundar o impacto do trabalho", afirma Andréa Rocha, diretora da organização.
De 2020 a 2025, a B3 Social informa que geriu R$ 350 milhões e apoiou mais de mil iniciativas. O alcance estimado em 2025 foi de aproximadamente 11 milhões de pessoas.
Fonte: einvestidor.estadao.com.br