Banco do Brasil e Expectativas para o Agronegócio
O Banco do Brasil (BBAS3) antecipa um ponto de inflexão na inadimplência do agronegócio a partir do início do próximo ano. Essa mudança ocorre em meio a uma série de ajustes e medidas que estão sendo implementadas para tratar um dos principais fatores que têm impactado negativamente os resultados do banco nos últimos trimestres.
Expectativas para o Primeiro Trimestre de 2026
“Pretendemos mostrar já uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026”, afirmou Felipe Prince, vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do BB, durante uma teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre, que apresentou uma queda de 60% no lucro em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Prince observou que outubro foi um mês marcado pela pressão da inadimplência, em parte devido à expectativa dos produtores em relação aos desdobramentos da medida provisória 1.314, que estabelece regras especiais para a renegociação de dívidas. Ele também ressaltou que essa “solução estruturada está aí”.
Ambição de Regularização de Inadimplência
“Temos uma ambição muito forte de regularizar o máximo de saldo inadimplente possível e pretendemos entregar um arrefecimento dessa inadimplência, até porque o fluxo de vencimentos no quarto trimestre é menor”, complementou Prince.
Resultados da Linha BB Regulariza Agro
Tarciana Medeiros, presidente-executiva do Banco do Brasil, destacou os resultados positivos da linha BB Regulariza Agro, que já alcançou R$5,9 bilhões renegociados sob a MP 1.314/25. Essa medida estabelece regras especiais para que os produtores rurais possam liquidar e amortizar operações de custeio, investimento e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CPR).
Detalhes das Renegociações
Do total renegociado, R$5,4 bilhões correspondem a operações com recursos livres, enquanto R$448 milhões se referem a operações com fontes supervisionadas. Além disso, Medeiros mencionou que há R$11,4 bilhões em empréstimos sob análise com recursos livres e R$721 milhões de fontes supervisionadas.
Desempenho das Ações do Banco
Na bolsa paulista, por volta de 10h50, as ações do Banco do Brasil apresentavam um recuo superior a 3%. Por sua vez, o Ibovespa, que é a principal referência do mercado acionário brasileiro, registrava um aumento de 0,1%.
Revisão das Projeções de Lucro
Além dos resultados do terceiro trimestre, o Banco do Brasil também anunciou uma redução em sua previsão de lucro líquido ajustado para o ano de 2025. A nova estimativa indica que o lucro líquido deve ficar entre R$18 bilhões e R$21 bilhões, em comparação com a previsão anterior, que variava entre R$21 bilhões e R$25 bilhões.
Fonte: www.moneytimes.com.br


