Banco do Brasil Considera IPO do BB Consórcios
O Banco do Brasil, listado sob o código BBAS3, está avaliando a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial (IPO) do BB Consórcios. Essa estratégia visa reforçar seu capital e reduzir a pressão regulatória esperada para o ano de 2026. A informação foi divulgada durante o Dia do Investidor do banco, realizado em Nova York. Neste evento, a administração reconheceu os desafios que a instituição enfrenta no curto e médio prazo, mas reafirmou seu compromisso em preservar a rentabilidade e continuar distribuindo dividendos mínimos de 30%.
Desempenho do BB Consórcios
O BB Consórcios foi classificado como “altamente lucrativo” pelo Goldman Sachs. Em 2024, a subsidiária contribuiu com aproximadamente 2% das receitas totais e 4% do lucro líquido do Banco do Brasil. De acordo com uma análise realizada pela Genial Investimentos, a abertura de capital do BB Consórcios possui o potencial de reduzir em cerca de 105 pontos-base o impacto no índice de capital principal (CET1), antecipado para 2026.
Ajustes na Concessão de Crédito
Além do plano de desmembramento, o Banco do Brasil está implementando ajustes na concessão de crédito rural. Este setor, que representa 52% da inadimplência recente, apresenta dificuldades significativas, principalmente nas culturas de soja, milho e na pecuária. Para lidar com essa situação, o banco intensificou a utilização de Inteligência Artificial e aumentou as garantias por meio de alienação fiduciária, que já está presente em 60% das operações do Plano Safra 25/26. A instituição também se tornou mais seletiva em relação aos novos financiamentos concedidos.
Geração Orgânica de Lucros
Durante o encontro, a diretoria do Banco do Brasil enfatizou que a geração orgânica de lucros continua sendo a principal fonte de capitalização da instituição. Apesar disso, os diretores não descartaram a possibilidade de pagar dividendos extraordinários, caso a rentabilidade da empresa apresente melhora.
Recomendações de Analistas
Analistas da JPMorgan e do Goldman Sachs mantiveram uma recomendação neutra em relação às ações BBAS3. Por outro lado, o Morgan Stanley expressou uma visão otimista, ressaltando um Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) estimado em 15% para o ano de 2026.
Desempenho das Ações
No pregão realizado na quinta-feira, 25 de setembro, as ações do Banco do Brasil estavam em queda, sendo cotadas a R$21,91, o que representa uma queda de 0,90% por volta das 14h23. No início do dia, as ações abriram a R$22,17, atingiram uma máxima de R$22,17 e uma mínima de R$21,85. Ao longo do período de 52 semanas, as ações da companhia oscilaram entre R$18,12 e R$30,04.
Panorama Geral do Banco do Brasil
Fundado em 1808, o Banco do Brasil é uma das maiores instituições financeiras da América Latina. A organização atua em diversos segmentos, incluindo varejo, atacado, agronegócio, consórcios, seguros e gestão de ativos. Seus principais concorrentes são Itaú Unibanco, com ações ITUB4; Bradesco, cujas ações são identificadas por BBDC4; e Santander Brasil, conhecido pelo código SANB11.
Fonte: br.-.com