BC anuncia próxima etapa do Pix com integração internacional

BC anuncia próxima etapa do Pix com integração internacional

by Fernanda Lima
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O Banco Central (BC) está preparando uma nova fase do Pix, projetando conectar o sistema a meios de pagamentos instantâneos de outros países e permitir que valores a serem recebidos pelo Pix sejam utilizados como garantias em operações de crédito.

As iniciativas foram detalhadas no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, que foi divulgado nesta segunda-feira, dia 10. A agenda para os próximos anos também inclui pagamentos por aproximação sem o uso de internet, novas metodologias de cobrança e ações adicionais para prevenir golpes e fraudes.

O documento apresenta projetos em diversas etapas de desenvolvimento. No entanto, o BC ainda não define uma data específica para o lançamento da integração internacional ou para o uso dos recebíveis como garantia de crédito.

Pix mira integração internacional

No âmbito internacional, o Banco Central está avaliando a possibilidade de conectar o sistema Pix diretamente a soluções de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. As discussões abordam tanto integrações bilaterais quanto estruturas que possam interligar sistemas de diferentes mercados.

Essa proposta permitiria a realização de remessas internacionais e pagamentos por compras, com os recursos disponibilizados na moeda local em poucos segundos.

Esse modelo diferiria das soluções atualmente disponíveis, que permitem aos brasileiros realizar pagamentos no exterior pelo Pix. Essas transações, na verdade, dependem de parcerias privadas entre instituições brasileiras e do exterior e não utilizam a infraestrutura do Pix para transferências internacionais.

Atualmente, o consumidor faz um Pix em reais para uma instituição no Brasil e, em seguida, a remessa para o exterior ocorre por meio dos mecanismos tradicionais, garantindo que o estabelecimento receba os valores na moeda local.

Recebíveis do Pix podem virar garantia

Outra linha de estudo do Banco Central é a utilização dos valores que as empresas esperam receber no futuro via Pix como garantia em operações de crédito.

A proposta busca integrar esses fluxos às operações de financiamento. De acordo com o BC, o emprego de recebíveis pode não apenas melhorar a qualidade das garantias, mas também reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas que utilizam o Pix como seu principal meio de recebimento.

O relatório também aponta para a ampliação da integração do sistema com duplicatas escriturais, permitindo que o pagamento desses títulos seja feito por meio do Pix, com liquidação instantânea e conciliação automática das transações.

Pix sem internet e cobrança híbrida

A agenda do Banco Central ainda abrange o avanço do Pix em transações por aproximação, mesmo em situações onde o dispositivo usado para pagamento esteja offline.

O Banco Central está estudando uma estrutura que possibilite iniciar essas operações por meio da tecnologia NFC. Além de celulares, essa abordagem poderá incluir outros dispositivos como cartões, relógios e pulseiras.

Outro elemento em pauta é a padronização da cobrança híbrida, onde o mesmo método de pagamento permitirá ao pagador escolher entre o código de barras do boleto e o QR Code do Pix.

O Banco Central também está projetando novas evoluções do sistema Pix Automático e uma integração ainda maior com outros serviços financeiros.

Alertas contra golpes entram na agenda

No quesito segurança, o Banco Central discute a padronização dos alertas de golpes que as instituições financeiras precisam exibir antes da confirmação de determinadas transferências, além da definição de critérios mínimos para esses avisos.

O BC está trabalhando em novas ferramentas que visam identificar e restringir transações que apresentem indícios de fraudes.

Outros tópicos que estão sendo discutidos incluem o campo designado para a descrição das transferências. Conforme informado pelo BC, essa ferramenta, que foi criada para registrar informações sobre os pagamentos, passou a ser utilizada em alguns casos para o envio de mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, até mesmo por meio de transferências de valores baixos.

Um grupo de trabalho do Fórum Pix está analisando alternativas para combater esse tipo de utilização indevida. O Banco Central poderá implementar medidas regulatórias baseadas nas recomendações deste grupo.

Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025

A nova agenda foi apresentada após o Pix completar cinco anos de operações. Em 2025, foram registradas quase 80 bilhões de transações, totalizando uma movimentação superior a R$ 35 trilhões.

Segundo o Banco Central, 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas realizaram ou receberam pelo menos um Pix durante esse período. A quantia de pessoas representa aproximadamente 86% da população adulta brasileira.

Atualmente, existem mais de 920 milhões de chaves Pix cadastradas, abrangendo mais de 162 milhões de pessoas e mais de 16 milhões de empresas.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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