Riscos Geopolíticos e o Mercado Financeiro
Os mercados financeiros estão subestimando os riscos geopolíticos, o que eleva a possibilidade de vendas repentinas, afirmou a supervisora do Banco Central Europeu, Claudia Buch, em declaração feita na quarta-feira, 18 de outubro. Ela destacou a importância de manter as regulamentações bancárias em vigor, mesmo em tempos de tensão política.
Flexibilização de Regras nos Estados Unidos
Nos últimos doze meses, os Estados Unidos têm flexibilizado as normas relativas ao setor bancário. Esta alteração cria pressão sobre os órgãos reguladores de outras nações, visto que os credores que não adotarem as mesmas práticas poderão enfrentar um ambiente competitivo desigual.
Necessidade de Proteções em Tempos de Tensão
"Essas proteções precisam ser mantidas à medida que as tensões geopolíticas aumentam", declarou Buch durante a apresentação do relatório anual de supervisão do BCE. Ela enfatizou que a fragmentação ou o enfraquecimento dos padrões regulatórios poderia comprometer a habilidade dos bancos de suportar eventos adversos.
Comportamento das Ações de Bancos
Desde o início do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, as ações do setor bancário têm enfrentado vendas. No entanto, os movimentos no mercado foram considerados ordenados, de forma semelhante ao que ocorreu no ano anterior, quando tarifas e guerras intensificaram a incerteza econômica.
Capitalização e Amortecedores dos Credores
De acordo com Buch, os credores estão adequadamente capitalizados e possuem todas as reservas necessárias para enfrentar possíveis dificuldades. Entretanto, os riscos permanecem elevados, dada a economia incerta.
Indicadores de Estresse Financeiro
Ela apontou que esta incerteza não está sendo refletida de maneira adequada nos indicadores de estresse financeiro que se baseiam no mercado, o que pode resultar em uma rápida reavaliação dos riscos.
Potencial para Choques Inesperados
Buch argumentou que choques econômicos podem surgir de forma inesperada e se espalhar rapidamente, considerando as tensões geopolíticas existentes, as avaliações excessivas em determinados segmentos do mercado, a interconexão crescente com instituições financeiras não bancárias e o risco de mudanças súbitas no sentimento do mercado.
Prioridades do BCE
O Banco Central Europeu definiu como prioridade fortalecê-los contra os riscos geopolíticos neste ano. Nos próximos meses, será realizado um teste de estresse para avaliar a resiliência dos maiores bancos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
