Bessent: EUA Retornam ao Mesmo Nível de Tarifas de Seus Parceiros Comerciais

Declarações do Secretário do Tesouro Americano

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na última sexta-feira (20) que o país irá manter o mesmo nível tarifário com seus parceiros comerciais, embora as tarifas venham a ser menores. Segundo Bessent, essa situação será resultado das seções 301 e 122, em contraste com as estipulações da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês).

Comentários sobre Tarifa e Acordos Comerciais

Em entrevista à Fox News, Bessent afirmou que as tarifas estabelecidas pela IEEPA foram elaboradas para servir aos interesses do ex-presidente Donald Trump, sendo, portanto, mais claras do que as de outras autoridades. Ele destacou que a recente decisão da Suprema Corte de bloqueio não alterou a situação em relação à arrecadação e aos acordos comerciais em vigor.

Em suas declarações, Bessent também mencionou que a arrecadação tarifária deve estar em torno de US$ 130 bilhões, significativamente abaixo da estimativa de US$ 175 bilhões apresentada pelo Penn-Wharton Budget Model.

Acordos Comerciais e Expectativas de Crescimento

Quando questionado sobre o futuro dos acordos comerciais, o secretário do Tesouro enfatizou que, mesmo sem a implementação das tarifas da IEEPA, acredita que todas as nações cumprirão os acordos estabelecidos. "Eu peço a todos os países que honrem seus acordos e sigam em frente", ressaltou.

Perspectivas Econômicas

Com relação aos dados do PIB e do Índice de Preços ao Consumidor (PCE) que foram divulgados na manhã da mesma data, Bessent demonstrou otimismo em relação ao crescimento econômico dos EUA, prevendo uma expansão de 3,5% para o ano vigente. Ele atribuiu a performance mais fraca do PIB no quarto trimestre à maior paralisação governamental da história do país, colocando a responsabilidade nos democratas por tais resultados.

O secretário comentou ainda sobre a inflação, que permanece elevada, mas acredita que está se movendo em direção à meta de 2% do Federal Reserve (Fed). Bessent indicou que grande parte da pressão inflacionária atual é uma "memória muscular" de situações passadas, referindo-se ao governo de Joe Biden.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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