Expectativa do Secretário do Tesouro sobre a Desinflação
Previsões de Scott Bessent
Apesar das notícias recentes sobre inflação serem universalmente negativas, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, acredita que as pressões sobre os preços devem diminuir em breve, coincidentemente quando o novo presidente do Federal Reserve assumir suas funções.
Comentários sobre a Inflação Energética
Em entrevista à CNBC na quinta-feira, Bessent afirmou que a recente alta da inflação, impulsionada pelos preços da energia, provavelmente irá se reverter, uma vez que os Estados Unidos continuarão a “bombear” petróleo, aliviando o choque de oferta proveniente da guerra no Irã.
“Eu realmente acredito que nada é mais transitório do que um choque de oferta, e podemos, podemos passar por isso, porque antes do início do conflito iraniano, a inflação núcleo já estava diminuindo,” afirmou Bessent ao jornalista Joe Kernen, durante a cúpula do presidente Donald Trump com o líder chinês, Xi Jinping. “Portanto, acredito que a inflação núcleo continuará a cair.”
Tendências Recentes de Inflação
Entretanto, essa não tem sido a tendência observada recentemente. Leituras separadas divulgadas esta semana mostraram que os preços ao consumidor aumentaram 0,6% em abril – e ainda subiram 0,4% mesmo ao se concentrar nos custos principais que excluem alimentos e energia. A inflação acumulada em doze meses estava em 3,8% para a inflação geral e em 2,8% para a inflação núcleo.
De forma semelhante, os preços ao atacado, que são um melhor indicador das pressões nas cadeias de suprimento, dispararam 1,4%, elevando o nível em doze meses a 6%, o maior desde o final de 2022. O choque inflacionário também se refletiu nos preços de importação e exportação, que registraram seus níveis mais altos em aproximadamente quatro anos.
Expectativas Futuras
Bessent expressou que acredita que haverá mais um ou dois números de “inflação alta”, mas que depois disso começarão a aparecer sinais de desinflação significativa.
Mudanças no Federal Reserve
O chefe do Tesouro também observou que a “Fed de Warsh” está prestes a começar, referindo-se ao novo presidente Kevin Warsh, que foi confirmado pelo Senado na quarta-feira e assumirá após o término do mandato do atual presidente, Jerome Powell, na sexta-feira.
Diferenças em Relação a Anos Anteriores
Bessent se mantém otimista de que este período é diferente da última onda inflacionária, que ocorreu entre 2021 e 2022. O movimento anterior foi desencadeado pela pandemia de Covid, que provocou um estímulo fiscal e monetário sem precedentes, além de um enorme desequilíbrio entre oferta e demanda. Simultaneamente, a invasão da Ucrânia pela Rússia impactou os mercados de energia, causando uma elevação abrupta nos preços do petróleo.
Os funcionário do Federal Reserve na época foram criticados por considerar o aumento de preços como “transitório” e por endurecer a política monetária tarde demais, permitindo que a inflação ultrapassasse 9% em um certo momento.
Posição de Scott Bessent sobre a Dinâmica Atual
“Eu nunca estive na equipe que considerava a inflação transitória durante a Covid,” afirmou Bessent. “Vamos conseguir superar isso, e não sei se será em alguns dias ou algumas semanas, mas a inflação energética vai diminuir.”
Fonte: www.cnbc.com