Venda de Ações da Oi por Victor Adler
O investidor Victor Adler informou a venda de 125 mil ações preferenciais da Oi (código OIBR4), conforme documento enviado ao mercado na quarta-feira, dia 24.
De acordo com o comunicado, após a venda, Adler passou a deter 122 mil ações. Na página de Relações com Investidores da Oi, o investidor declarou possuir 247 mil ações, correspondendo a 15,66%, antes de realizar a transação. A tabela a seguir demonstra a distribuição das ações:
| Acionista | # Ações ON | (%) | # Ações PN | (%) | Total | (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Vic DTVM + Victor Adler + Rabo de Peixe | 43.000 | 0,01% | 247.000 | 15,66% | 290.000 | 0,09% |
| Outros | 322.060.970 | 98,03% | 1.312.155 | 83,19% | 323.373.125 | 97,96% |
| Tesouraria | 6.440.496 | 1,96% | 18.117 | 1,15% | 6.458.613 | 1,96% |
| Capital Social | 328.544.466 | 100,00% | 1.577.272 | 100,00% | 330.121.738 | 100,00% |
Segundo o documento enviado, Adler agora possui 0,04% do capital social da empresa, que se encontra em recuperação judicial e enfrenta sérias dificuldades financeiras.
Perfil de Victor Adler
Victor Adler é um investidor pessoa física de destaque na bolsa brasileira, também conhecida como B3, possuindo participações expressivas em diversas empresas, como Eternit (código ETER3), a própria Oi, Braskem (código BRKM5) e na antiga Eletrobras, que atualmente é chamada de Axia (código AXIA3).
Adler se caracteriza por assumir posições acionárias relevantes em empresas que estão passando por processos de reestruturação ou que têm um histórico consistente de distribuição de dividendos.
Entretanto, no caso da Oi, os resultados do investimento não têm sido satisfatórios. A empresa continua a enfrentar um cenário de instabilidade financeira. No início do ano, a Oi teve sua falência decretada, mas essa decisão foi posteriormente revertida pela Justiça.
De acordo com o gestor judicial responsável, as últimas demonstrações financeiras indicam que a geração de caixa operacional não é suficiente para atender simultaneamente às obrigações estipuladas no plano de recuperação judicial, às dívidas extraconcursais e às despesas recorrentes da companhia.
Além disso, o passivo extraconcursal permanece consideravelmente superior à posição consolidada de caixa da empresa, tornando a Oi dependente de ações extraordinárias para evitar uma deterioração ainda mais severa de sua situação financeira.
A estratégia atualmente adotada pela Oi se baseia na “liquidação ordenada” de ativos, com o intuito de maximizar o valor e gerar recursos que permitam o pagamento aos credores.
Conforme estipulado no processo de recuperação judicial, a gestão da empresa tem implementado uma série de medidas voltadas à melhoria do fluxo de caixa, à redução de despesas e à estruturação da venda de ativos, ao mesmo tempo em que organiza a transferência de determinados serviços para terceiros.
Fonte: www.moneytimes.com.br