BNDES busca soluções eficazes, afirma Mercadante

Acompanhamento do Caso Raízen pelo BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, declarou que a instituição está atenta às discussões relacionadas à Raízen (RAIZ4), a qual iniciou um processo de recuperação extrajudicial na última semana. Mercadante afirmou que o BNDES busca construir uma alternativa adequada para a empresa, ressaltando que o banco não está envolvido no processo de recuperação, dada a garantia robusta nas operações de crédito com a companhia.

Resultados do BNDES e Compromissos com a Raízen

As declarações foram proferidas durante uma coletiva de imprensa que teve como objetivo discutir os resultados do BNDES no último trimestre e também do ano de 2025, realizada nesta terça-feira, dia 17 de outubro. O presidente do BNDES salientou: "O BNDES está empenhado em encontrar uma boa solução para a Raízen", reforçando que a companhia possui uma rede que abrange cerca de 8.000 postos. Ele indicou que a equipe do banco tem direcionado esforços significativos, mantendo diálogo com os credores, a Shell e o grupo Cosan (CSAN3), assim como com todos os parceiros no sistema financeiro.

Joint Venture e Investimentos do BNDES

A Raízen constitui uma joint venture controlada de maneira conjunta pela Cosan e pela Shell. Em novembro de 2025, o BNDES adquiriu aproximadamente 2% da participação na empresa, totalizando um investimento de R$ 409 milhões. No início do ano passado, o banco havia aprovado um financiamento de R$ 1 bilhão com o objetivo de viabilizar a construção de uma nova usina de etanol.

Potencial de Recuperação da Raízen

Mercadante expressou otimismo quanto à recuperação da Raízen, afirmando que a empresa possui resultados financeiros sólidos, ativos de grande relevância e uma significativa importância no setor de biocombustíveis. "Acreditamos que essa recuperação é viável e estamos nos dedicando a essa direção, mesmo não fazendo parte da recuperação extrajudicial, e contribuindo para encontrar uma boa solução", acrescentou.

Influências Geopolíticas na Indústria do Etanol

Ao abordar o contexto do setor, Mercadante comentou que os conflitos geopolíticos podem afetar a dinâmica do mercado de etanol, no qual a Raízen detém uma posição importante. Ele destacou que o aumento nos preços do petróleo, desencadeado pela guerra no Irã, pode beneficiar o etanol, uma vez que este produto não teve seus preços reajustados recentemente.

Positionamento sobre Transição Energética

No discurso sobre a transição energética, Mercadante defendeu a utilização de biocombustíveis. Ele argumentou que "a rota tecnológica do Brasil é o carro híbrido; a energia renovável é mais descarbonizante do que o carro elétrico". Essa afirmação reflete a diretriz do BNDES de promover soluções sustentáveis e inovadoras no campo energético.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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