Brasil se torna porto seguro para o mercado de ações em meio a incertezas geopolíticas, afirma Citi.

Mercados de Ações no Brasil e Geopolítica

Os mercados de ações do Brasil, considerando a atual volatilidade dos mercados globais devido ao conflito no Oriente Médio, são avaliados como refúgios geopolíticos relativamente seguros no longo prazo, segundo análise do Citi.

Exportações e Resiliência Econômica

O banco destaca que o Brasil se posiciona como um exportador líquido de petróleo bruto e uma potência global em biocombustíveis, embora careça de autossuficiência em produtos refinados. De acordo com o Citi, essa condição permite que os mercados do Brasil e da América Latina permaneçam resilientes, apresentando menor exposição às consequências econômicas do conflito. Essa análise levou o banco a manter sua carteira de baixa volatilidade (MVP) com forte foco em petróleo e setores de utilities.

Fluxos de Petróleo e Impactos no Mercado

Embora seja complexo prever a normalização dos fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz — evento que poderia reverter a postura de risco dos investidores —, o Citi avalia que a probabilidade de uma normalização do tráfego marítimo neste estreito nos próximos meses é considerada baixa.

Os analistas ressaltam que o estreito continua efetivamente fechado, com a cobertura de seguro para embarcações suspensa, e os produtores da região do Golfo estão reduzindo a produção em decorrência da diminuição de sua capacidade de armazenamento.

Carteira MVP

Diante do volátil cenário geopolítico, o Citi realizou ajustes na carteira de baixa volatilidade. Foram removidas da lista as ações de Axia Energia (AXIA3), Localiza (RENT3) e Mercado Livre (MELI). Por outro lado, as ações de Multiplan (MULT3), Equatorial (EQTL3) e Eneva (ENEV3) foram incluídas na carteira.

Além disso, o banco aumentou a participação das ações de Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4), que passaram de 10% para 15% cada uma. Já a participação de Copel (CPLE6) foi elevada de 5% para 10%. Em contrapartida, a fatia de XP (XPBR31) foi reduzida de 10% para 5%.

Atualmente, a carteira é composta por:

  • Multiplan, XP, Suzano (SUZB3), Eneva — 5% cada
  • Cury (CURY3), GPS (GGPS3), Equatorial, Copel — 10% cada
  • Prio, Petrobras — 15% cada

Desempenho da Carteira

No último mês, a carteira apresentou uma queda de 5,7%, enquanto o Ibovespa recuou 4,6%. No acumulado do ano, a carteira teve um avanço de 6,9%, em contrapartida com a alta de 11,9% do Índice Ibovespa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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