Resultados Financeiros do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou um lucro líquido de R$3,1 bilhões no primeiro trimestre, representando um crescimento de 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme anunciou a instituição de fomento nesta terça-feira.
Ao final do período que compreende os meses de janeiro a março, o BNDES alcançou R$995 bilhões em ativos totais. A carteira de crédito apresentou um aumento de 14%, chegando a R$678,2 bilhões, de acordo com informações fornecidas pela instituição.
As participações societárias do banco totalizaram R$110,3 bilhões, refletindo um crescimento de 27,7% devido à valorização dos investimentos em empresas não coligadas, comparado ao fechamento do ano anterior.
Principais Investimentos
As principais empresas nas quais o BNDES possui participação incluem Petrobras, JBS, Axia Energia e Copel.
Aprovações e Desembolsos de Crédito
O banco informou que durante os três primeiros meses do ano, as aprovações de crédito atingiram R$45,7 bilhões, o que representa um aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Os desembolsos realizados pelo banco totalizaram R$36,2 bilhões no período, apresentando um crescimento de 44%.
As consultas de interessado em créditos oferecidos pelo BNDES chegaram a um total de R$84,4 bilhões, marcando uma expansão de 65% quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado.
No que diz respeito às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), as aprovações de crédito durante o período somaram R$29 bilhões, um aumento de 120% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A diretora Maria Fernanda Coelho, em entrevista a jornalistas, destacou que “o BNDES tem uma estratégia muito clara, que vem sendo implementada desde 2023, voltada para o crescimento regional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para que possamos diminuir a assimetria que ainda existe”.
Minerais Críticos
Durante a mesma entrevista, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, mencionou que o banco já recebeu 56 pedidos de financiamento para projetos relacionados a terras raras no Brasil, totalizando uma demanda de R$50 bilhões.
Os projetos estão atualmente sob análise pelo banco, que está evaluando a qualidade, consistência e garantias apresentadas, num momento em que o BNDES está renovando sua carteira de participações societárias, afastando-se de setores mais tradicionais para focar em áreas inovadoras e estratégicas.
Mercadante enfatizou a importância do investimento no segmento de terras raras, afirmando que “se queremos negociar terras raras, ter parcerias e garantir soberania, precisamos de capacidade de investimento e um impulso nesse setor”. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, apenas atrás da China.
Um projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e está agora em análise pelo Senado. A proposta inclui incentivos para exploração, processamento e reciclagem de terras raras e outros minerais utilizados em tecnologias, baterias e equipamentos eletrônicos. A proposta também cria um fundo garantidor de R$2 bilhões, além de incentivos fiscais que podem chegar a R$5 bilhões para o setor.
Fonte: www.moneytimes.com.br