Revisão dos preços-alvo para Magazine Luiza e Casas Bahia
O Bank of America (BofA) revisou os preços-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), incorporando os resultados do segundo trimestre de 2025 das varejistas. Para o Magazine Luiza, o preço-alvo foi reduzido de R$ 6,20 para R$ 5,50, enquanto para Casas Bahia a diminuição foi de R$ 3 para R$ 2,50.
Casas Bahia
Em relação à Casas Bahia, os analistas do banco observam que as despesas financeiras estão mais altas. O preço-alvo ainda está baseado em 0,12 vezes o GMV (volume bruto de mercadorias) estimado para 2026, alinhado com outros operadores que possuem alta alavancagem e dependência de crédito. O BofA mantém a classificação de “underperform” (equivalente à venda) para as ações BHIA3.
Magazine Luiza
No caso do Magazine Luiza, o BofA aponta uma expectativa de demanda mais lenta e a perda de alavancagem operacional. O preço-alvo continua sendo fundamentado em 10 vezes o EPS (lucro por ação) estimado para 2026, seguindo o padrão de varejistas omnicanais em situações semelhantes. Os analistas também reiteram a classificação de “underperform” para MGLU3.
Riscos e Oportunidades
Magazine Luiza
O BofA ressalta que os riscos de baixa para o preço-alvo incluem um sentimento do investidor mais fraco, erosão na demanda e aumento de empréstimos inadimplentes nas operações de crédito. Além disso, há riscos relacionados a juros ou custos de financiamento mais elevados, concorrência intensa, falhas de execução, lentidão na consolidação da indústria, e mudanças fiscais ou regulatórias que possam ser desfavoráveis.
Por outro lado, os riscos de alta para o preço-alvo abrangem um sentimento do investidor otimista, demanda mais robusta, redução de empréstimos inadimplentes em operações de crédito, juros ou custos de financiamento descontados, dinâmicas competitivas favoráveis, melhoria na execução, aquisições estratégicas e mudanças fiscais ou regulatórias benéficas.
Casas Bahia
Os analistas do BofA destacam que o aumento das taxas de juros e o alto endividamento do consumidor afetam o setor varejista cíclico, levando os participantes do mercado a questionar a capacidade da Casas Bahia de competir de maneira lucrativa em um ambiente mais amplo de e-commerce.
Entre os riscos de queda para o preço-alvo estão o fechamento de lojas ou outras limitações operacionais, um sentimento do investidor negativo, demanda reduzida e um aumento nos empréstimos inadimplentes nas operações de crédito. Assim como em relação ao Magazine Luiza, existem riscos adicionais envolvendo juros ou custos de financiamento mais altos, concorrência, falhas de execução, consolidação da indústria lenta, questões de governança e mudanças fiscais ou regulatórias desfavoráveis.
Os riscos de alta para o preço-alvo incluem um fortalecimento do sentimento do investidor, aumento na demanda, diminuição dos empréstimos inadimplentes em operações de crédito, redução dos juros ou custos de financiamento, concorrência menos acirrada, melhorado desempenho na execução e consolidação da indústria em favor, juntamente com mudanças fiscais ou regulatórias que possam ser favoráveis.


