O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou um progresso em relação à dor e aos movimentos do ombro direito. No entanto, ainda persiste um comprometimento na parte inferior do pulmão esquerdo. Essas informações foram detalhadas em dois laudos médicos que foram enviados nesta sexta-feira (10) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso. Os laudos foram elaborados pelos profissionais que acompanham o ex-presidente em seu domicílio em Brasília.
O cardiologista Brasil Caiado registrou que Bolsonaro está se recuperando de uma pneumonia bacteriana que teve recentemente. A pressão arterial do ex-presidente encontra-se controlada, mas ele continua a sentir fadiga e cansaço, embora com uma leve melhora em seu estado geral. Na última semana, houve apenas um episódio breve de soluço, que não exigiu medicação adicional.
Reabilitação em ritmo intenso
O ex-presidente está realizando sessões de fisioterapia três vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória com uma frequência de seis vezes por semana. O cardiologista também informou que foram incorporados exercícios de força para as pernas, visando melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas.
O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas detalhou a evolução do tratamento durante duas sessões recentes. Em 6 de abril, embora parte dos exercícios tenha sido realizada, os movimentos do ombro não puderam ser completados devido à dor e à limitação de movimento que Bolsonaro ainda apresenta.
No dia 9 de abril, o ex-presidente foi capaz de utilizar resistência elástica para ativar os músculos do ombro, reportando um alívio na dor e uma melhora na mobilidade articular. Entretanto, uma crise de soluços ocorreu e resultou em um aumento da tensão cervical, além de dor na região dorsal, o que demandou uma nova sessão de agulhamento, liberação miofascial e laserterapia.
De acordo com a avaliação do fisioterapeuta, a resposta ao tratamento foi considerada positiva, embora ainda persistam limitações de movimento e outros problemas clínicos a serem tratados. O ortopedista que o examinou nesta semana optou por manter a prescrição de analgésicos noturnos para a dor no ombro direito.
Prisão domiciliar por 90 dias
Bolsonaro está cumprindo uma pena de 27 anos e três meses em regime de prisão domiciliar, devido à sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. Ele foi internado em 13 de março com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. Em decorrência desse estado de saúde, o ministro Alexandre de Moraes decidiu conceder uma prisão domiciliar humanitária por um período de 90 dias, tendo a Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiado essa decisão.
Os laudos médicos que foram enviados nesta sexta-feira fazem parte do acompanhamento clínico regularmente previsto para ser realizado durante este intervalo de tempo.
Fonte: timesbrasil.com.br

