Bom dia – – 07 de agosto de 2026
Este é o Bom dia -, com as informações essenciais que você precisa conhecer antes da abertura da Bolsa.
Bolsas Mundiais
Os futuros americanos apresentam variações distintas, enquanto os investidores aguardam o relatório de empregos (payroll) referente ao mês de julho, na busca por novos indícios sobre a direção da política monetária do Federal Reserve (Fed).
Nos Estados Unidos, os índices futuros estavam mistos. No dia anterior, as bolsas de Nova York apresentaram queda, enquanto os preços do petróleo aumentaram em meio a incertezas sobre um possível acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. Ao final da madrugada, o preço do Brent registrava uma alta de 1%.
A divulgação do relatório de emprego (payroll) dos EUA deve focalizar as atenções nas próximas horas. Este indicador é fundamental para calibrar as expectativas em relação ao início de um eventual ciclo de alta de juros pelo Federal Reserve. O consenso do mercado aponta para a criação de 83 mil novas vagas de trabalho e a manutenção da taxa de desemprego em 4,2%. Um resultado superior ao esperado fortaleceria a expectativa de juros elevados por um período prolongado.
Balanços
No after-market de Nova York, as ações do Airbnb tiveram alta após a divulgação de resultados do segundo trimestre que superaram as expectativas de mercado, tanto em termos de receita quanto de lucro. De modo similar, os papéis da Cloudflare dispararam após a empresa de cibersegurança apresentar previsões mais otimistas para o ano e para o trimestre atual do que o esperado pelos analistas.
Europa
Na Europa, os principais mercados também variavam de forma misturada à medida que investidores analisam balanços corporativos, indicadores econômicos e riscos geopolíticos no Oriente Médio, enquanto aguardam novos dados sobre o mercado de trabalho dos EUA. O índice pan-europeu, Stoxx 600, subia 0,26%, alcançando 659,90 pontos. O setor de tecnologia destacou-se, com uma alta de 1,7%, seguido pelo setor farmacêutico, que subiu 1,6%.
Durante a temporada de resultados, a Munich Re caiu 1,8% nas negociações em Frankfurt, após a resseguradora alemã reduzir sua projeção de receita de seguros para o ano, apesar de ter registrado um aumento no segundo trimestre.
Geopolítica
As incertezas em relação a um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz continuam a influenciar os preços do petróleo. Logo pela manhã, o Brent subia 0,4%, ampliando os ganhos de quase 4% do dia anterior. No cenário macroeconômico, a produção industrial da Alemanha apresentou um crescimento de 0,2% em junho na comparação com maio, um resultado que ficou abaixo do esperado, apesar do forte desempenho das encomendas à indústria do país, divulgadas na data anterior.
Os preços do petróleo aumentaram após a proposta de lei do Irã, que visa restringir a entrada de EUA e Israel no Estreito de Ormuz.
Ásia
Na Ásia, os mercados encerraram as atividades sem uma direção definida, após um leve recuo em Wall Street no dia anterior e frente às incertezas no Oriente Médio que sustentam os preços do petróleo. O índice japonês Nikkei caiu 0,12% em Tóquio, encerrando em 65.606,71 pontos. Por outro lado, o índice sul-coreano Kospi recuou 0,60% em Seul, alcançando 6.258,77 pontos, enquanto o Hang Seng subiu 0,54% em Hong Kong, atingindo 25.668,03 pontos. Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,38%, para 44.225,91 pontos.
Na China continental, os mercados registraram alta após as exportações do país crescerem 23,9% em julho em relação ao mesmo período do ano anterior, embora este crescimento tenha desacelerado em comparação ao mês anterior. O Xangai Composto subiu 1,02%, encerrando em 3.940,04 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 1,40%, a 2.574,65 pontos.
Os investidores na região adotaram uma postura cautelosa antes da divulgação do relatório de empregos (payroll) dos EUA, que é um indicador-chave para estabelecer o momento de um possível ciclo de alta de juros pelo Federal Reserve.
Na Oceania, a bolsa australiana fechou com uma queda de 0,09%, com o índice S&P/ASX 200 recuando para 9.263,60 pontos.
Preços das Commodities
Petróleo: Os futuros internacionais do petróleo WTI estão sendo comercializados a US$ 77,90 o barril, com um aumento de 0,79%. O petróleo Brent é negociado a US$ 83,34, um crescimento de 1,03%.
Bitcoin: A criptomoeda está sendo negociada a US$ 64.438,50, com um aumento de 0,10%.
Ouro: O preço do ouro está em US$ 4.317,80 a onça-troy, com um aumento de 1,51%.
Minério de Ferro: O minério de ferro na bolsa de Dalian apresenta alta de 0,35%, cotado a 716,50 iuanes, equivalente a US$ 106,16.
Brasil
Crise: O Brasil está se aproximando de uma “crise contratada” em 2027, em razão do alto nível de juros. Essa situação só poderá ser revertida por meio de um esforço para implementar uma ampla reforma fiscal. Caso as condições atuais se mantenham, a projeção é que a dívida chegue a 95% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030, o que comprometerá a credibilidade econômica do país, acarretando um aumento da inflação, elevação das taxas de juros, forte desvalorização cambial e um desaquecimento da economia. Esta análise é de Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil no UBS Global Wealth Management.
Para evitar essa crise, seria necessário implementar cortes de 4% do PIB em gastos, algo que é considerado difícil de ser realizado em um único ano, mas que poderia ser uma referência para o caminho a ser seguido em direção à estabilização da dívida. “As regras fiscais estão completamente desacreditadas. Mais importante do que mudar o arcabouço é trazer políticas que façam esse arcabouço ser factível e cumprido, sem a necessidade de exceções”, afirma Srour.
Economia
Petrobras (PETR3, PETR4): A empresa registrou um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma alta de 96,8% em comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25), influenciado pelo efeito da guerra. A petroleira estatal reportou um EBITDA ajustado de R$ 93,8 bilhões no 2T26, uma alta de 79,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita de vendas totalizou R$ 169,5 bilhões, apresentando um crescimento de 42,3% no ano.
Dividendos: O conselho de administração da Petrobras, em reunião realizada no dia 6 de agosto, aprovou o pagamento de uma remuneração aos acionistas no valor de R$ 17,4 bilhões. Este montante corresponde a R$ 1,34814262 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, conforme o balanço de 30 de junho de 2026. A data para os detentores de ações da Petrobras que são negociadas na B3 será em 21 de agosto de 2026, e as ações passarão a ser negociadas ex-direitos a partir de 24 de agosto de 2026.
Endividamento Histórico: O endividamento das famílias brasileiras voltou a subir, atingindo um novo recorde histórico em julho, indicando que o crédito continua a ser uma parte significativa do orçamento da população. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) na quinta-feira (06/08), 82% das famílias tinham algum tipo de dívida a vencer. Em junho, esse percentual era de 81,6%, enquanto no mesmo período do ano passado estava em 78,5%. Este resultado marca o sexto recorde consecutivo na série histórica do levantamento.
Cosan: A empresa postergou em um mês o prazo para receber propostas pela sua participação de 20% na Rumo. A expectativa é que a publicação do balanço do 2T26, prevista para o dia 12 de agosto, possa influenciar positivamente o valor da fatia, que atualmente está avaliada em R$ 5,3 bilhões.
Agenda Econômica
08h00 – Brasil: FGV – IGP-DI (jul)
09h30 – EUA: Relatório mensal de empregos (payroll) (jul)
11h45 – Brasil: Petrobras realiza teleconferência de resultados
14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação
16h00 – EUA: Fed – Crédito ao consumidor (jun)
Eventos
11h00 – EUA: Tom Barkin (Fed) participa de evento
Balanços
Brasil / antes da abertura – Porto
Ibovespa e Dólar no Último Pregão
Ibovespa: O principal índice do mercado brasileiro encerrou com uma queda de 1,23%, atingindo 175.546 pontos. O volume financeiro alcançou R$ 19,3 bilhões.
Maiores Altas do Ibovespa
| BRKM5 | +3,07% | R$ 6,05 |
| AZZA3 | +1,44% | R$ 16,19 |
| CEAB3 | +1,07% | R$ 9,44 |
| TIMS3 | +1,07% | R$ 18,89 |
| UGPA3 | +1,05% | R$ 32,75 |
Maiores Baixas do Ibovespa
| SMFT3 | -7,82% | R$ 18,38 |
| VAMO3 | -6,33% | R$ 3,11 |
| BRAV3 | -4,78% | R$ 18,52 |
| MGLU3 | -4,59% | R$ 4,57 |
| ASAI3 | -3,85% | R$ 8,49 |
Dólar
O dólar teve uma queda de 0,41%, sendo cotado a R$ 5,107.
IFIX
O índice IFIX fechou com uma baixa de 0,58%, estabelecendo-se em 3.760 pontos.
Fonte: CNBC, valor investe, G1, infomoney. Atualização: 7h30 (horário de Brasília)
Fonte: br.-.com