Bom Dia – – 16 de março de 2026
Bolsas Mundiais
Os futuros das bolsas norte-americanas estavam em alta nesta segunda-feira, 16 de março, com os preços do petróleo apresentando uma leve correção após uma alta inicial. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão sobre outros países para que colaborassem na reabertura do Estreito de Ormuz, enfatizando que Washington está mantendo negociações com o Irã.
Nos Estados Unidos, os índices futuros mostravam um desempenho positivo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o Estreito de Ormuz estava fechado apenas para os navios considerados "inimigos", o que contribuiu para acalmar os ânimos no mercado. Dois petroleiros seguindo para a Índia conseguiram atravessar o estreito. Trump reiterou a importância de outras nações ajudarem a reabrir a passagem.
Federal Reserve e Tecnologia
O Federal Reserve (Fed) realizará sua segunda reunião de política monetária do ano, embora não sejam esperadas alterações nas taxas de juros.
Os investidores também estarão atentos à Nvidia, à medida que a conferência Nvidia GTC da fabricante de chips começa nesta segunda-feira.
Preços do Petróleo
Os preços do petróleo aumentaram na semana passada, com o Brent fechando acima de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. Esse aumento se deve à paralisação efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima de grande importância, em decorrência do conflito atual.
Mercados na Europa
Na Europa, os mercados operavam em alta, apesar da instabilidade contínua no Oriente Médio e da elevação nos preços globais do petróleo. A atenção dos investidores se voltava para as reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) programadas para esta semana. O aumento das tensões no Oriente Médio reduziu as expectativas de alterações nas taxas de juros a curto prazo.
Os preços do petróleo tiveram alta devido ao aumento dos riscos de abastecimento no Oriente Médio, especialmente após um recente ataque a Fujairah, um porto importante nos Emirados Árabes Unidos, nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Cenário na Ásia
Os mercados asiáticos fecharam com resultados mistos, com investidores monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio em sua terceira semana, além de novidades sobre dados econômicos da China que superaram as expectativas.
O índice japonês Nikkei registrou uma queda de 0,13% em Tóquio, atingindo 53.751,15 pontos. O Kospi da Coreia do Sul avançou 1,14% em Seul, somando 5.549,85 pontos. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,45%, atingindo 25.834,02 pontos, enquanto o Taiex de Taiwan registrou uma leve queda de 0,17%, com 33.342,51 pontos.
O Irã respondeu a ataques de Israel e EUA, interrompendo efetivamente o tráfego de carga pelo Estreito de Ormuz, local por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Essa situação levou importantes produtores a reduzirem a produção. De acordo com a empresa de pesquisa Rystad Energy, mais de 12 milhões de barris de óleo equivalente por dia foram retirados de circulação desde o fechamento do estreito, embora alguns petroleiros tenham conseguido travessias, o que gera incertezas adicionais.
Na China continental, o índice Xangai Composto terminou o pregão com uma baixa de 0,26%, atingindo 4.084,79 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,16%, alcançando 2.705,65 pontos. Os dados econômicos do primeiro bimestre mostraram um desempenho superior nas áreas de produção industrial e vendas no varejo. Já na Oceania, a bolsa australiana encerrou o dia em queda de 0,39%, com o índice S&P/ASX 200 em 8.583,40 pontos.
Cotação do Petróleo e Criptomoedas
Os futuros internacionais de petróleo WTI estavam sendo negociados a US$ 100,49, com uma alta de 1,80%. O petróleo Brent apresentava um preço de US$ 105,92, aumento de 2,70%.
O Bitcoin estava sendo negociado a US$ 73.334,60, registrando uma alta de 2,54%. O ouro, por sua vez, apresentava um valor de US$ 4.989,53 a onça-troy, com uma leve queda de 0,18%. O minério de ferro na bolsa de Dalian estava sendo cotado a 809 iuanes (aproximadamente US$ 117,30), representando uma baixa de 0,74%.
Brasil
Copom
A reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorrerá entre terça-feira, 17, e quarta-feira, 18. Contudo, o cenário atual difere significativamente das expectativas do mercado, que anteriormente projetava um ambiente mais favorável para o início do ciclo de corte de juros, possivelmente com uma redução moderada de 0,50 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,5%. No entanto, a recente escalada nas tensões envolvendo o Irã e a consequente alta nos preços do petróleo geraram incertezas adicionais.
Imposto de Renda 2026
A Receita Federal anunciará nesta segunda-feira, 16, a partir das 10h, as novas regras do Imposto de Renda de 2026. Espera-se que o prazo para a entrega da declaração comece ainda nesta semana e se estenda até 29 de maio, seguindo a tradição dos anos anteriores. No ano passado, a entrega iniciou no dia 15 de março e finalizou no dia 31 de maio. Em 2025, a Receita recebeu 43.344.108 declarações dentro do prazo. Dessa quantia, 50,3% optou pela ferramenta de pré-preenchimento, que facilita o processo e assegura prioridade na restituição. Vale destacar que a isenção de IR para rendimentos de até R$ 5 mil e as alterações resultantes da reforma já estão em vigor, mas só terão impacto na declaração de 2027, que considera os rendimentos de 2026.
Economia
Oncoclínicas e Porto
A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou no domingo, 15, que firmou um acordo não vinculante com a Porto (PSSA3), visando a criação de uma nova companhia exclusivamente com as clínicas do grupo, sendo que a seguradora terá 30% de participação. Em um comunicado oficial, a Oncoclínicas detalhou que um termo de compromisso não vinculante foi assinado, estabelecendo os termos e condições para uma potencial operação de nova sociedade, que incluirá um aporte de ativos pela Oncoclínicas, um investimento inicial pela Porto e a emissão de debêntures conversíveis em ações. A Porto está avaliando investir R$ 1 bilhão na Oncoclínicas.
Petróleo
Os membros da Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 nações, concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, representando o maior desbloqueio já realizado pela organização. O anúncio foi feito no último domingo, e as liberações terão início na segunda-feira, com foco inicial em países da região da Ásia-Oceania, seguido por países nas Américas e Europa.
Combustíveis
Nos postos brasileiros, a média de alta no preço do diesel atingiu 19% desde o começo do conflito no Irã. O Brasil importa aproximadamente um quarto do diesel que consome, e o preço internacional do combustível subiu 50% nesse periodo. A Petrobras aumentou a cotação do diesel nas refinarias em 11%, fixando o preço em R$ 3,27. Para que o preço na bomba fosse equivalente ao valor de paridade internacional, o valor deveria ser elevado para R$ 5,61.
BYD
O Brasil montará veículos da BYD para exportação ao México e à Argentina. A fábrica da montadora em Camaçari (BA), inaugurada em 2025 com capacidade para produzir 150 mil carros por ano, terá 100 mil desses veículos destinados à exportação, sendo 50 mil para a Argentina e 50 mil para o México. O Brasil é o maior mercado da fabricante fora da China, tendo alcançado 113 mil unidades vendidas no ano passado.
Data Centers
Nos primeiros dias do conflito, o Irã atacou três instalações da Amazon localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes. Essa ação foi uma provocação ao investimento das grandes empresas de tecnologia na região do Golfo Pérsico, que deve experimentar um crescimento de 13% anualmente até 2034 no setor de data centers. A Microsoft anunciou planos de alocar quase US$ 8 bilhões nos Emirados Árabes durante um período de quatro anos. Da mesma forma, o Google comprometeu-se a investir US$ 10 bilhões em parceria com o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para o desenvolvimento de um centro de inteligência artificial no país.
Agenda Econômica
- 08h00 – Brasil: FGV – IPC-S (semanal)
- 08h25 – Brasil: BC – Relatório Focus
- 09h00 – Brasil: BC – IBC-Br (jan)
- 09h30 – EUA: Empire State – Atividade industrial (mar)
- 10h15 – EUA: Produção industrial (fev)
- 11h00 – EUA: NAHB – Confiança das construtoras (mar)
- 15h00 – Brasil: Secex – Balança comercial (semanal)
Balancetes
A temporada de balanços para o quarto trimestre de 2025 contemplará os resultados de Itaúsa, Natura, Sabesp e Terra Santa Agro, que deverão ser divulgados após o fechamento do mercado.
Desempenho do Ibovespa e Cotação do Dólar
O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro, fechou em baixa de 0,91%, aos 177.653 pontos, acumulando uma perda semanal de 0,95%. O volume financeiro totalizou R$ 21,1 bilhões, abaixo da média móvel de 50 pregões, refletindo um apetite reduzido por riscos ao final da semana. A deterioração dos ativos foi mais significativa na parte da tarde, quando gestores decidiram desfazer posições devido ao aumento da volatilidade global e pela valorização do dólar frente ao real.
Maiores Altas do Ibovespa
- SLCE3: +2,51%, R$ 18,00
- BBSE3: +1,98%, R$ 35,04
- TIMS3: +1,49%, R$ 26,60
- WEGE3: +0,85%, R$ 46,21
- NATU3: +0,81%, R$ 8,66
Maiores Baixas do Ibovespa
- BRKM5: -6,97%, R$ 11,35
- CSNA3: -6,23%, R$ 5,72
- HAPV3: -6,17%, R$ 8,67
- MRVE3: -5,42%, R$ 7,68
- VIVA3: -5,20%, R$ 25,00
O dólar fechou com alta de 1,34%, cotado a R$ 5,316. O IFIX apresentou uma valorização de 0,35%, alcançando 3.879 pontos.
Fonte: CNBC, valor investe, G1, BDM, infomoney. Atualização: 7h30 (horário de Brasília).
Fonte: br.-.com


