Destaques Corporativos do Dia
Bradesco (BBDC4) anunciou a criação da Bradsaúde, a justiça bloqueou ações do BRB (BSLI4), e os resultados do quarto trimestre de 2025 da Caixa Seguridade (CXSE3) são alguns dos principais eventos desta sexta-feira (27).
Bradesco (BBDC4) Lança Bradsaúde
O Bradesco (BBDC4) informou ao mercado sobre a criação da Bradsaúde, um conglomerado com ativos de saúde que totalizam R$ 52 bilhões. O movimento é resultado de uma reorganização societária que visa consolidar os negócios de saúde do grupo sob a Odontoprev (ODPV3), que é controlada indiretamente pelo banco.
Com isso, a Odontoprev assume o papel de consolidadora do ecossistema de saúde do Bradesco, passando a gerenciar todas as operações de saúde, incluindo a Bradesco Saúde e a Atlântica Hospitais.
O objetivo declarado pela instituição é simplificar a estrutura societária, melhorar a eficiência administrativa e maximizar os benefícios de uma oferta integrada de soluções tanto em saúde quanto em odontologia.
O mercado já antecipou uma possível oferta pública inicial de ações (IPO) para a Bradesco Seguros. Entretanto, o Bradesco planeja algo mais abrangente, que não se limita à listagem de uma seguradora isolada, mas envolve um conglomerado de saúde mais robusto.
Justiça Bloqueia Ações do Banco de Brasília (BRB)
A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio e o arresto de ações do Banco de Brasília (BRB) que pertencem a investigados na Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
A decisão liminar foi proferida pela 13ª Vara Cível do DF, em resposta a um pedido do próprio BRB, e atinge participações acionárias que somam cerca de R$ 376,4 milhões, bloqueando a alienação desses ativos.
Esse bloqueio afeta ações vinculadas a pessoas físicas e a diversos fundos de investimento, incluindo o Deneb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, o Borneo Fundo de Investimento, o Siracusa Fundo de Investimento, o Delta Fundo de Investimento e o Asterope Fundo de Investimento, além de empresas como Blue Solutions Asset Management e Casamata Administração e Participações.
De acordo com o Portal Metrópoles, pessoas como o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master; o ex-sócio Maurício Quadrado; o investidor Nelson Tanure; e o fundador da Reag, João Carlos Mansur, adquiriram ações do BRB através de terceiros designados como “laranjas”.
Com essas aquisições, o grupo Master/Reag passou a deter aproximadamente 25% do capital do banco público do Distrito Federal.
Caixa Seguridade (CXSE3) Apresenta Lucro Líquido de R$ 1,12 Bilhão no Quarto Trimestre
A Caixa Seguridade (CXSE3), que é o braço segurador da Caixa Econômica Federal, reportou um lucro líquido gerencial normalizado de R$ 1,12 bilhão no quarto trimestre, representando um aumento de 7,0% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Analistas estavam projetando um lucro médio de R$ 1,14 bilhão, segundo uma compilação de estimativas realizada pela LSEG.
A receita operacional totalizou R$ 1,49 bilhão, uma alta de 4,3% em relação ao faturamento do ano anterior. Por outro lado, o custo com serviços prestados aumentou 17,6% nesse mesmo intervalo. Em relação ao indicador de sinistralidade, este ficou em 22%, comparado a 18,2% no quarto trimestre do ano anterior.
Copel (CPLE3) Registra Aumento de 29,6% no Lucro do Quarto Trimestre
A Copel (CPLE3) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 683 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 29,6% em comparação ao resultado obtido no mesmo período do ano anterior.
O resultado operacional da Companhia Paranaense de Energia, medido pelo Ebitda recorrente, foi de R$ 1,36 bilhão, um aumento de 16,1% em relação ao quarto trimestre de 2024.
No fechamento de 2025, a dívida consolidada da empresa foi de R$ 20.038,9 milhões, o que corresponde a um aumento de 12,9% em comparação ao montante registrado em 31 de dezembro de 2024, que era de R$ 17.753,8 milhões. A alavancagem, por sua vez, encerrou 2025 em 2,7 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, comparado a 2,6 vezes no fim de 2024.
Qualicorp (QUAL3) Informa Prejuízo de R$ 10,5 Milhões no Quarto Trimestre
A operadora de planos de saúde Qualicorp (QUAL3) reportou um prejuízo de R$ 10,5 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 17,9 milhões que havia sido registrado no mesmo período do ano anterior.
No consolidado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 41,8 milhões, o que representa uma queda de 51% em comparação com o ano de 2024.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 149,9 milhões no quarto trimestre, um aumento de 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Considerando os 12 meses de 2025, o Ebitda ajustado totalizou R$ 588,6 milhões, apresentando uma redução de 13,5% na comparação ano a ano.
O Ebitda ajustado — CAC encerrou o quarto trimestre em R$ 119,9 milhões, com um crescimento de 14% frente ao ano anterior, enquanto que o resultado anual foi de R$ 463,2 milhões, uma diminuição de 16,4% em relação a 2024. De outubro a dezembro, a receita líquida da empresa foi de R$ 357,7 milhões, o que representa uma queda de 6,9% em relação ao ano passado.
Resistência dos Credores à Divisão da Raízen
Uma proposta para desmembrar a produtora de açúcar e etanol, bem como distribuidora de combustíveis Raízen (RAIZ4), está enfrentando uma forte resistência por parte dos credores. Estas discussões são voltadas para uma possível revitalização e recapitalização da empresa, que enfrenta dificuldades financeiras, de acordo com informações de pessoas que estão a par das negociações.
A Raízen, que é a maior produtora mundial de açúcar e uma joint venture entre a Shell e o grupo industrial Cosan, reportou um prejuízo líquido trimestral de R$ 15,6 bilhões e alertou sobre uma “relevante incerteza” quanto à sua capacidade de continuar operando.
Fontes mencionam que o BTG Pactual, que administra um fundo que se juntou ao grupo de acionistas controladores da Cosan no ano anterior, sugeriu dividir a empresa em duas partes, separando o negócio de distribuição de combustíveis dos demais ativos. Isso possibilitaria que a unidade de postos de combustíveis pudesse obter capital adicional do banco.
No entanto, essa ideia não foi bem recebida pelos credores, que preferem que a companhia permaneça intacta, a fim de garantir uma recuperação rápida, pressionando assim os acionistas a injetar o máximo possível de novos recursos na Raízen.
Nem a Raízen, nem a Cosan, nem o BTG Pactual ou a Shell comentaram sobre o assunto. A Shell reafirmou que está colaborando com a Raízen e a Cosan para apoiar a desalavancagem da empresa.
Aura (AURA33) Anuncia Distribuição de Dividendos
A Aura Minerals (AURA33) registrou números recordes no quarto trimestre de 2025, o que possibilitou a companhia a realizar a distribuição de dividendos para seus acionistas.
O Conselho de Administração decidiu o pagamento de US$ 0,66 por ação ordinária, totalizando aproximadamente US$ 55,1 milhões, superando o piso estipulado na política de remuneração aos acionistas.
Nos últimos 12 meses, o dividend yield combinado entre dividendos e recompra de ações atingiu 6,2%, conforme informado pela companhia.
De acordo com a política ativa, a Aura distribui trimestralmente o equivalente a 20% do EBITDA ajustado do período, descontando os investimentos em sustentação e os aportes em exploração. O valor mencionado supera o mínimo estabelecido nas diretrizes internas da empresa.
O pagamento dos dividendos será realizado em dólares no dia 18 de março de 2026, para os acionistas que mantiverem suas ações até o fechamento do pregão em 11 de março.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br

