BradSaúde (SAUD3) faz sua estreia na bolsa com resultados impressionantes; ações em alta.

Bradsaúde na B3

A Bradsaúde fez sua estreia na B3 e está oficialmente listada na bolsa de valores. Após reportar um lucro de R$ 1,3 bilhão, a nova gigante que reúne os ativos de saúde do Bradesco (BBDC4) gerou entusiasmo entre os investidores. Aproximadamente às 11h36, as ações da empresa, identificadas como (SAUB3), apresentaram uma valorização de 3,79%.

Resultados Financeiros

Ao analisar o resultado, observa-se que diferentes ativos contribuíram para a performance da Odontoprev. Do lucro total, R$ 1,157 bilhão provinham de operações diversas do grupo, enquanto apenas R$ 150,6 milhões derivaram dos convênios odontológicos associados à Odontoprev.

Mais do que os números, a companhia destacou um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 24%. O desempenho foi bem recebido entre os analistas.

Segundo o BTG, apesar de algumas divulgações limitadas, o resultado foi considerado sólido. Mesmo sem uma prévia formal, os analistas observaram que os números superaram as expectativas de consenso, principalmente considerando a significativa parcela do resultado anual já contabilizada no trimestre.

“Historicamente, a empresa gera em torno de 27% do lucro anual no primeiro trimestre, mas o desempenho atual representa aproximadamente 32% da nossa previsão para 2026, estimada em R$ 4,1 bilhões, sugerindo uma possibilidade de revisão positiva para as estimativas do consenso”, afirma o BTG.

Sinistralidade e Ponto de Cautela

A sinistralidade é um aspecto monitorado de forma minuciosa pelo mercado. O indicador mede o equilíbrio dos contratos: quanto maior o uso pelos beneficiários, maior a sinistralidade, o que pode resultar em aumento no valor dos planos.

No caso da Bradsaúde, foi observada uma melhora de 140 pontos-base neste indicador. De acordo com o BTG, isso pode levar a revisões otimistas nas projeções, que atualmente assumem uma estabilidade na sinistralidade até o ano de 2026.

Entretanto, a administração da empresa alertou que a queda pode ser um reflexo da sazonalidade. Isso ocorre porque, no primeiro trimestre, os beneficiários tendem a buscar atendimentos médicos após o Carnaval.

“No começo do ano, muitos clientes ainda estão se organizando após as férias, enquanto outros viajam. Além disso, há o Carnaval, período em que a maioria das pessoas prefere adiar consultas e tratamentos médicos, acumulando demanda para os meses seguintes”, explica a empresa.

Ainda no primeiro trimestre, parte dos sinistros que ocorrem desde meados de dezembro não é contabilizada imediatamente, o que resulta em uma menor utilização tanto no final como no início do ano.

Por outro lado, a empresa monitora cuidadosamente a evolução da sinistralidade para 2026. “Já mencionamos anteriormente que houve, no segundo semestre de 2025, um aumento tanto na frequência quanto no custo médio de atendimentos”, adverte a companhia.

Esse cenário exige atenção, pois pode pressionar os indicadores nos períodos subsequentes. “Estamos implementando iniciativas para compreender melhor essa dinâmica e agir onde for necessário, mas, como já dito, nossa postura permanece cautelosa em relação à sinistralidade em 2026”, afirma o CEO, Carlos Marinelli.

Odontoprev e Resultados mais Fracos

Um outro ponto que chamou a atenção dos analistas foram os números apresentados pela própria Odontoprev. O lucro da companhia caiu 10%, totalizando R$ 150 milhões, refletindo uma deterioração nos resultados financeiros.

Na perspectiva do Safra, a taxa de sinistralidade odontológica (DLR) inferior foi superada por um aumento acentuado das despesas. Contudo, a casa de análise acredita que isso é de natureza não recorrente, causado pela combinação dos negócios.

Em uma coletiva com jornalistas, a administração da Odontoprev explicou que dois fatores contribuíram para a diminuição do lucro. O primeiro é a transformação da Odontoprev em Bradsaúde, que envolveu a contratação de assessores financeiros e jurídicos.

O segundo fator foi a redução das receitas financeiras.

A justificativa se baseia principalmente no expressivo pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio realizado em dezembro, que totalizou cerca de R$ 410 milhões. Isso resultou em um caixa médio no primeiro trimestre menor.

“Com um estoque de caixa reduzido, a receita financeira ficou aquém ao registrado no mesmo período do ano anterior”, esclarece a empresa.

Para os analistas do BTG, os resultados foram positivos, mesmo com as limitações apresentadas.

“Este período reforça elementos-chave de nossa tese, como a melhora consistente na sinistralidade, a expansão da base de beneficiários e a contribuição inicial positiva da vertical hospitalar”, avalia o BTG.

Os analistas reiteraram a recomendação de compra das ações, destacando o posicionamento estratégico da empresa na cadeia de saúde privada, atuando como consolidadora através de parcerias com agentes relevantes.

As ações atualmente negociam a aproximadamente 12 vezes o preço sobre lucro (P/L) para 2026 e 11 vezes para 2027, com um potencial de revisão positiva nas previsões em virtude do momento operacional mais robusto.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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