Fundo TFFF: Iniciativas e Objetivos
A proposta do governo brasileiro referente ao fundo TFFF (Florestas Tropicais Para Sempre) visa direcionar os recursos investidos para investimentos de baixo risco, com especial enfoque naqueles que contribuem para a preservação do meio ambiente e para a minimização das mudanças climáticas e seus efeitos.
Retornos e Destinação de Recursos
Conforme os planos estabelecidos, o dineros investido retornará ao investidor juntamente com parte dos lucros das aplicações. O restante dos ganhos será destinado a países que provarem a conservação de suas florestas.
Meta de Arrecadação para o Fundo
O Brasil se coloca como meta arrecadar US$ 10 bilhões em recursos públicos para o fundo até a próxima COP (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), programada para ocorrer em 2026.
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mais da metade da meta já foi atingida. Essa soma inclui contribuições de países como Noruega (US$ 3 bilhões), França (500 milhões de euros), Indonésia (US$ 1 bilhão) e do próprio Brasil, que também se comprometeu a destinar US$ 1 bilhão para o fundo.
Expectativas de Contribuições Futuras
Espera-se que a Alemanha também declare algum aporte após um encontro bilateral entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente do Brasil, e Friedrich Merz, chanceler da Alemanha.
O governo brasileiro projeta que, para que o fundo comece a operar, sejam necessários aproximadamente US$ 25 bilhões em recursos públicos.
Projeções e Desafios
Fernando Haddad ressaltou, em uma coletiva de imprensa em Belém, que “se cada país do G20 fizer o mesmo aporte que o Brasil, a meta será praticamente alcançada”. Ele enfatizou que a falta de conscientização climática é a principal barreira para chegar nesse objetivo.
Avaliações Sobre o Fundo
Segundo Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, a proposta brasileira se afasta da ideia de que as COPs geralmente resultam em “muita conversa” e “pouca ação”.
Astrini destacou que “um fundo desse é o oposto: se você investir ali, está promovendo ações práticas em prol da preservação”.
O secretário-executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcello Brito, também manifestou uma opinião positiva sobre o fundo, considerando que ele “precifica a floresta em pé” e antecipa possíveis contribuições do setor privado no futuro.
Brito, que atua como enviado especial da COP30, em Belém, para os estados da Amazônia, afirmou que essas são “soluções capitalistas que começam a organizar o jogo, integrando os setores público e privado na questão ambiental”.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br