Índice de Confiança do Consumidor apresenta leve queda
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que é divulgado pelo FGV IBRE, registrou uma diminuição de 0,3 ponto em maio, alcançando 88,8 pontos. Essa queda interrompeu uma sequência de dois meses consecutivos de crescimento. Apesar dessa ligeira retração no indicador mensal, a média móvel trimestral mostrou uma melhoria de 0,9 ponto, chegando a 88,7 pontos, o que indica que a confiança dos consumidores continua em uma trajetória de recuperação gradual em um horizonte mais amplo.
Avaliação do cenário atual
Segundo Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE, “após dois meses de alta, a confiança do consumidor recua moderadamente num movimento de acomodação”. Ela destaca que a queda foi influenciada pela revisão das expectativas para os próximos meses, combinada com uma avaliação ainda favorável sobre a situação atual. Este fator fez com que o indicador que mede a percepção sobre a situação corrente mantivesse seu maior nível desde o final de 2014.
Entre os diferentes segmentos de renda, os consumidores que recebem até R$ 4.800,00 demonstram uma piora nas expectativas futuras, o que evidencia uma maior sensibilidade desse grupo às incertezas do cenário econômico. O resultado da Sondagem reforça a manutenção das condições econômicas atuais, mas com uma abordagem mais cautelosa em relação à trajetória esperada para os próximos meses.
Comportamento dos componentes do índice
Os resultados apresentam comportamentos distintos entre os componentes do índice. O Índice de Expectativas (IE) registrou uma queda de 1,0 ponto, estabelecendo-se em 91,3 pontos. Isso reflete uma percepção mais cautelosa acerca dos meses que estão por vir. Em contraposição, o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, alcançando 86,1 pontos, o que representa o maior patamar desde dezembro de 2014. Esse movimento evidencia que os consumidores mantêm uma avaliação positiva das condições econômicas e financeiras atuais.
Entre os indicadores que integram o Índice de Expectativas, a percepção sobre a situação econômica local futura recuou em 2,6 pontos, atingindo 102,9 pontos, que corresponde ao menor nível desde janeiro de 2026. O indicador que trata da situação financeira futura das famílias também registrou uma queda de 0,9 ponto, encerrando uma sequência de duas altas consecutivas. Em contraste, a intenção de compra de bens duráveis avançou 0,5 ponto, alcançando 83,0 pontos, o que sinaliza uma disposição para consumir produtos de maior valor agregado.
Avaliação do presente económico
No Índice de Situação Atual, a avaliação sobre a economia local no presente subiu 0,8 ponto, chegando a 95,8 pontos. A percepção sobre a situação financeira atual das famílias também melhorou, com um avanço de 0,7 ponto, alcançando o maior nível observado desde fevereiro de 2020. Os dados sugerem que, embora haja uma crescente prudência em relação ao futuro, os consumidores ainda percebem um ambiente econômico relativamente estável no momento presente.
(fgv)
Fonte: br.-.com


