Alterações na Produção Sucroenergética do Brasil para 2026/27
O Brasil está prestes a vivenciar uma mudança significativa na sua produção sucroenergética para a temporada de 2026/27, que se inicia em abril. Com os preços do petróleo alcançando patamares elevados, as usinas sucroalcooleiras devem priorizar a produção de etanol, resultando em uma redução na oferta de açúcar no mercado internacional. Essa tendência, conforme análise da consultoria Safras & Mercado, promete uma queda considerável nas exportações do produto adoçante.
Projeções para as Exportações de Açúcar
A previsão indica que os embarques brasileiros de açúcar deverão totalizar cerca de 29 milhões de toneladas métricas, o que representa uma queda de 14,2% em relação às 33,8 milhões de toneladas registradas na safra 2025/26. Essa retração nas exportações também reflete uma expectativa de diminuição na produção total, que deve cair para 40,3 milhões de toneladas, comparada às 43,5 milhões de toneladas do ciclo anterior.
Crescimento na Produção de Etanol
Por outro lado, o etanol apresenta-se como um produto em ascensão. A produção total do biocombustível, incluindo a variante proveniente do milho, deve ter um aumento de 10,7%, alcançando 42,58 bilhões de litros. Esta situação reforça a tendência de maior integração entre os setores energético e agrícola, especialmente em momentos de valorização das commodities energéticas.
Expectativa de Aumento na Mistura de Etanol
O analista especializado em açúcar e etanol da Safras, Mauricio Muruci, antecipa que o governo pode considerar aumentar a porcentagem de mistura de etanol na gasolina, passando dos atuais 30% para 35% no segundo semestre do ano. Tal medida poderia resultar em um aumento na demanda por etanol anidro, um dos produtos que compõem essa mistura.
Impactos no Mercado Global e Doméstico
Esse redirecionamento na produção tende a ter um impacto direto no mercado global de açúcar, restringindo a oferta exportável do Brasil, que é o maior produtor mundial. Essa diminuição na oferta pode potencialmente ajudar a sustentar os preços internacionais da commodity. Ao mesmo tempo, a ampliação da produção de etanol pode afetar o mercado interno de combustíveis, tornando o biocombustível mais competitivo em relação à gasolina, especialmente em um cenário em que os preços do petróleo estão elevados.
Fonte: br.-.com

