Brasil encerra dezembro com 618 mil postos de trabalho formais fechados, mas mantém saldo anual positivo de 1,3 milhão, segundo dados do Caged.

Brasil encerra dezembro com 618 mil postos de trabalho formais fechados, mas mantém saldo anual positivo de 1,3 milhão, segundo dados do Caged.

by Ricardo Almeida
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Fechamento de Vagas no Brasil em Dezembro de 2025

O Brasil registrou a perda de 618.164 postos de trabalho formais no mês de dezembro, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira, dia 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Mesmo com o fechamento de empregos desse mês, o país terminou o ano de 2025 com um saldo positivo acumulado de 1.279.498 novos postos de trabalho, que se configura como o pior resultado desde o ano de 2020.

Resultados de Dezembro

O resultado referente ao mês passado é resultado de 1.523.309 admissões e 2.141.473 desligamentos. O saldo negativo foi pior que a expectativa de economistas, que previam um fechamento líquido de 478.000 vagas, segundo pesquisa da Reuters. Este fechamento de 618.164 vagas em dezembro representa o pior resultado para este mês na série histórica, que considera dados desde 2020, e o mais negativo desde dezembro de 2008, quando diferentes metodologias eram utilizadas para o cálculo de vagas. É importante ressaltar que dezembro costuma ser um mês em que a retração no saldo de vagas é recorrente.

Saldo Anual de Vagas

O saldo positivo total para o ano de 2025 mostrou uma queda de aproximadamente 24% em relação ao ano anterior, 2024, que registrou a criação de 1.677.575 novas vagas. Esse resultado de 2025 também se revelou como o pior desde 2020, ano marcado pela pandemia, que teve um saldo negativo de 189.393 vagas.

Desempenho por Setores

Os cinco grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos negativos de vagas em dezembro. O setor de serviços liderou nesse fechamento, perdendo 280.810 postos de trabalho, seguido pelo setor industrial, que teve 135.087 vagas a menos. O setor agropecuário registrou o fechamento menos acentuado, com uma perda de 43.836 vagas. Esses dados refletem informações não ajustadas, provenientes de relatos feitos fora do prazo pelas empresas.

Influência da Taxa Selic

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que a alta da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, é um fator que tem pressionado os resultados de criação de vagas. Ele questionou também o cronograma de redução desta taxa básico, que está prevista para iniciar em março, conforme anunciado pelo Banco Central.

Na quarta-feira, dia 28, o Banco Central decidiu manter a Selic sem alterações em uma decisão unanime entre os membros da diretoria. O BC sinalizou que planeja começar um ciclo de cortes na taxa de juros na reunião de março, mas enfatizou a necessidade de manter "a restrição adequada" para atingir a meta de inflação de 3%.

Considerações sobre os Efeitos da Política Monetária

Marinho alertou que a demora em se observar os efeitos que os cortes de juros podem ter na economia pode impactar negativamente os indicadores ao longo deste ano. Ele argumentou que o Banco Central precisaria de um método “mais inteligente” para monitorar tanto o processo inflacionário quanto a política monetária em si.

Durante a coletiva de imprensa que divulgou os dados do Caged, o ministro levantou questões sobre qual será a magnitude da redução: “Vai ser uma redução que compense? Ou vai começar com 0,25 (ponto percentual)?”

Tempo de Resposta dos Cortes de Juros

“É importante lembrar que as alterações na taxa de juros, seja por redução ou mesmo por aumento, não têm impacto imediato. Esse processo leva tempo. Assim, corremos o risco de comprometer uma parte significativa do ano em função de uma abordagem excessivamente conservadora por parte do Banco Central no monitoramento da economia”, destacou.

Questões Legais Sobre Programas de Alimentação

Em relação a questionamentos sobre a postura do Ministério diante das empresas de vale-refeição e alimentação que conseguiram liminares contra as novas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador impostas pelo governo no ano passado, Marinho manifestou confiança de que instâncias judiciais superiores irão revisar essas decisões provisórias. Ele afirmou: “Sempre é permitido espernear à vontade, mas liminares são feitas para serem derrubadas”.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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