Brasil estima colheita recorde de 344 milhões de toneladas impulsionada pela soja

Brasil estima colheita recorde de 344 milhões de toneladas impulsionada pela soja

by Ricardo Almeida
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Produção Agrícola Brasileira para 2026

Impulsionada por um desempenho robusto na produção de soja, a safra agrícola brasileira deve alcançar 344,1 milhões de toneladas em 2026, conforme levantamento divulgado em fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 13 de outubro. Embora o volume total represente uma leve retração de 0,6% (2 toneladas) em relação ao ano anterior, os novos dados apresentam um viés otimista, elevando em 1,3% as projeções previamente apuradas em dezembro.

Cenário Produtivo

O cenário atual é caracterizado por um forte contraste na produção: enquanto a soja deve crescer 4,3% e alcançar patamares históricos, outras culturas essenciais, como milho e arroz, enfrentam previsões de queda para esta temporada.

Os dados referentes à produção foram extraídos do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, também divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira.

A produção de soja deve aumentar para 173,3 milhões de toneladas nesta temporada, representando um crescimento de 4,3%. Em contrapartida, as previsões do IBGE indicam safras menores para outras culturas: algodão (-10,5%), arroz (-8,0%) e milho (-5,3%). A estimativa para o feijão sugere uma estabilidade negativa de 0,2% em comparação com o ano anterior.

Contribuição das Principais Culturas

Três culturas principais — soja, arroz e milho — compõem 92,8% da estimativa de produção e ocupam 87,5% da área que será colhida. Para a soja, a estimativa de produção é de 173,3 milhões de toneladas (4,3% de alta em relação a 2025); para o arroz (em casca), a previsão é de 11,6 milhões (8,0% inferior) e para o milho, a estimativa total é de 134,3 milhões de toneladas (5,3% menor). Esta projeção de milho abrange 28,9 milhões para a primeira safra (12,2% acima de 2025) e 105,4 milhões na segunda (9,1% menor).

Para o trigo, a previsão de produção para 2026 é de 7,7 milhões de toneladas, apresentando uma redução de 1,6% em relação a 2025. A produção de algodão herbáceo (em caroço) foi estimada em 8,8 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição de 10,5% em comparação ao ano anterior. A safra de sorgo é projetada em 4,9 milhões de toneladas, queda de 9,5%. Por último, a expectativa para o feijão é de 3,0 milhões de toneladas, um pequeno recuo de 0,2%.

Área a Ser Colhida

A área destinada à colheita na safra agrícola de 2026 deve alcançar 82,9 milhões de hectares, representando um aumento de 1,6%, ou 1,3 milhão de hectares, se comparado ao desempenho de 2025. Esses dados foram obtidos do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de fevereiro, também publicado pelo IBGE nesta sexta-feira.

Em relação ao levantamento realizado em janeiro, houve uma elevação de 0,2% na estimativa da área a ser colhida.

Em termos de principais culturas, são esperados aumentos na área colhida das seguintes maneira: 0,5% para a soja; 2,2% para o milho (com aumentos de 9,3% na primeira safra e de 0,6% na segunda safra); e 0,9% para o trigo. Em contrapartida, deve ocorrer uma redução de 5,8% na área de algodão herbáceo; 6,3% na de arroz em casca; 2,5% de queda na área do feijão; e de 0,5% na do sorgo.

Distribuição Regional da Produção

Entre as regiões do Brasil, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas se distribui da seguinte forma: Centro-Oeste, com 167,9 milhões de toneladas (48,8%); Sul, com 95,2 milhões de toneladas (27,7%); Sudeste, com 30,5 milhões de toneladas (8,9%); Nordeste, com 28,9 milhões de toneladas (8,4%); e Norte, com 21,5 milhões de toneladas (6,2%).

Em comparação com 2025, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas aumentou para as regiões Sul (10,3%) e Nordeste (4,2%), enquanto as regiões Centro-Oeste (-6,0%), Norte (-3,5%) e Sudeste (-1,9%) apresentaram variações negativas. Em relação à variação mensal da estimativa, em fevereiro a produção nas regiões Nordeste (2,3%), Sudeste (1,1%), Centro-Oeste (0,3%) e Norte (0,2%) cresceu. No Sul, a estimativa de fevereiro apresentou uma queda de 0,1% em relação a janeiro.

Na distribuição da produção por Unidades da Federação, Mato Grosso se destaca como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 30,2% na safra nacional, seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%). Esses Estados, juntos, representam 79,6% da produção estimada do Brasil para 2026.

As principais variações positivas nas estimativas de produção em relação a janeiro ocorreram na Bahia, com um aumento de 652.211 toneladas, em Goiás (424.068 t), em Minas Gerais (321.243 t), no Paraná (306.400 t), em Rondônia (49.323 t), no Maranhão (6.474 t) e no Ceará (42 t). Por outro lado, as variações negativas mais significativas ocorreram no Rio Grande do Sul (-359.430 t), no Amapá (-124 t), no Rio de Janeiro (-84 t) e em Roraima (-65 t).

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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