Brasil inicia negociações para exportação de carnes com a China, afirma Fávaro à CNN.

Brasil inicia negociações para exportação de carnes com a China, afirma Fávaro à CNN.

by Fernanda Lima
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Governo Brasileiro Negocia Exportação de Carne Bovina para a China

O governo do Brasil está em processo de negociação para garantir a continuidade da exportação de carne bovina para a China, sem a imposição da nova tarifa de 55% anunciada pelo Ministério do Comércio chinês. Essa tarifa foi divulgada nesta quarta-feira, dia 31, e será aplicada caso haja excedentes nas cotas de importação de outros países.

Proposta do Ministério da Agricultura

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, informou que uma das estratégias do Brasil é assumir as cotas de carne bovina que pertencem a países que não conseguem exportar para a China ou que não atendem ao total permitido. Ele enfatizou que essa proposta será apresentada diretamente à China.

"Essa negociação será feita com a própria China. Vamos sugerir, devido à boa relação que mantemos, que, se algum país não cumprir com a sua cota, essa cota seja transferida para o Brasil. Estamos prontos para atender, garantindo a chegada de carnes de qualidade, a preços competitivos e sem tarifas adicionais", declarou Fávaro.

Preparações e Exemplo de País

O ministro também mencionou que o Brasil está se preparando para iniciar negociações com a China ao longo do ano de 2026, além de abordar outros aspectos permanentes da negociação. Ele citou os Estados Unidos como um exemplo de nação que não exportou carne bovina para a China.

De acordo com Fávaro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estava ciente do anúncio de medidas de salvaguarda para os produtores chineses, que se deu em decorrência do excesso de oferta de carne bovina no país asiático.

Cálculo das Importações

Fávaro explicou que o Ministério do Comércio da China realizou um levantamento das importações de carne bovina desde junho de 2021 até junho de 2024, com o objetivo de identificar quais países mais exportaram durante esse período e, consequentemente, estabelecer as cotas.

"O Brasil ficou responsável por uma cota de 1,106 milhões de toneladas, o que representa 44% do volume a ser importado pela China, considerando as tarifas regulares atuais. Esse volume é mais ou menos o que o Brasil já está exportando atualmente", afirmou o ministro.

Impacto da Tarifa e Considerações Finais

Segundo Fávaro, os efeitos da nova tarifa sobre o Brasil não são considerados significativos. "Em termos gerais, essa questão não é alarmante. O Brasil está relativamente bem preparado para lidar com desafios comerciais. Iniciaremos um processo de negociação. A implementação real dessa tarifa começará a partir de 1º de janeiro de 2026. Precisamos discutir se a contabilização da cota leva em consideração as chegadas a partir de amanhã ou as que já estão lá… são pequenos detalhes", concluiu o ministro.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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