Fluxo Cambial no Brasil em Março
No início de março, o Brasil experimentou uma deterioração significativa no fluxo cambial, principalmente devido ao aumento das saídas no canal financeiro. Dados preliminares divulgados pelo Banco Central na quarta-feira (18 de março) indicam que, até o dia 13 do mês, o país acumulou um fluxo negativo de US$ 4,605 bilhões, revertendo o movimento positivo observado em fevereiro, quando a entrada líquida foi de US$ 5,389 bilhões.
Análise do Segmento Financeiro
O principal fator responsável por essa mudança foi o desempenho do segmento financeiro, que registrou uma saída líquida de US$ 8,277 bilhões durante o período analisado. Esse resultado é resultado de compras que totalizaram US$ 28,897 bilhões frente a vendas que atingiram US$ 37,124 bilhões, refletindo movimentações comuns como remessas de lucros, pagamentos de juros e investimentos internacionais. Em contrapartida, o canal comercial ajudou a atenuar parcialmente o saldo negativo, apresentando um superávit de US$ 3,622 bilhões, impulsionado por exportações que totalizaram US$ 11,586 bilhões e importações de US$ 7,964 bilhões.
Análise Semanal do Fluxo Cambial
Na análise semanal, que compreende o período entre segunda-feira (9 de março) e sexta-feira (13 de março), o fluxo cambial também se manteve negativo, com uma saída de US$ 708 milhões. O canal financeiro continuou a pressionar o resultado, apresentando um déficit de US$ 1,415 bilhão, enquanto o comércio exterior obteve um superávit de US$ 707 milhões. Essa situação evidencia a resiliência da balança comercial em um horizonte de curto prazo.
Saldo Acumulado de 2026
Apesar do desempenho negativo observado em março, o fluxo cambial continua a apresentar resultados positivos no acumulado do ano de 2026 até o dia 13, com uma entrada líquida de US$ 5,851 bilhões. Durante esse intervalo, o canal financeiro apresenta um leve saldo positivo de US$ 868 milhões, enquanto o segmento comercial acumula um superávit robusto de US$ 4,983 bilhões, sustentado por exportações que superaram as importações.
Fonte: br.-.com