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Brasil se tornará a ‘Arábia Saudita dos biocombustíveis’ e exportador de tecnologia para descarbonização global, afirma presidente na Alemanha – Times Brasil

by Fernanda Lima
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Brasil se destaca na transição energética

“O Brasil está se preparando para ser a Arábia Saudita do biocombustível.” Essa declaração foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma coletiva com a imprensa brasileira, na terça-feira, 21, durante a Hannover Messe 2026, na Alemanha. A afirmação surge um dia após a demonstração ao vivo do biodiesel brasileiro em um caminhão da Mercedes-Benz, no pavilhão brasileiro da maior feira industrial do mundo.

Provas de eficiência do biocombustível brasileiro

Lula enfatizou não apenas os resultados do teste com o biocombustível, mas também a posição do Brasil como uma potência global na transição energética. O presidente afirmou: “Nós conseguimos provar aqui na Alemanha, num caminhão feito na Alemanha, com técnico da Alemanha, que o nosso biocombustível é o combustível mais extraordinário do mundo porque emite da roda ao volante 90% menos de CO2.”

De acordo com o presidente, a redução nas emissões de CO2 varia entre 67% e 90%. O teste foi realizado utilizando o BeVant, produto da empresa brasileira Be8, com resultados auditados pela SGS, uma empresa suíça de inspeção e certificação.

Comparação com a Europa

Lula também destacou que o Brasil já atinge 53% de participação de fontes renováveis em sua matriz energética em 2026. O presidente citou a reunião da União Europeia na COP30, onde foi celebrada a meta de alcançar 40% de energia renovável até 2050. “O que a Europa está propondo alcançar em 2050, nós já temos mais do que eles em 2026”, afirmou.

O presidente ressaltou que o Brasil não é apenas um consumidor de energia limpa, mas se apresenta como fornecedor de tecnologia e soluções para a descarbonização global.

A relação entre biocombustível e produção de alimentos

Lula também abordou críticas que indicam que a expansão do biocombustível competiria com a produção de alimentos. Ele mencionou os 40 milhões de hectares de terras degradadas em processo de recuperação no Brasil, como uma resposta a essa crítica. “Nós não vamos ocupar a terra que nós plantamos para cultivar verduras. O que vai acontecer é que temos terra para todas as coisas”, disse o presidente.

Setor de petróleo e comparações com a indústria do tabaco

Em relação ao setor de petróleo, Lula reconheceu a resistência da indústria fóssil, fazendo uma comparação com a indústria do tabaco. “Eu já tinha alertado a OPEP há dois anos sobre o que vai acontecer com o petróleo e o que aconteceu com o cigarro. Hoje, há muito menos pessoas fumando”, afirmou.

O presidente reiterou que o Brasil não pretende abdicar do petróleo, mas enfatizou a importância de apresentar alternativas. “Quem está falando isso para você é o presidente de um país que possui uma das mais importantes empresas de petróleo do mundo, a Petrobras. E nem por isso vamos deixar de mostrar que temos alternativas, porque o que queremos é descarbonizar o mundo”, declarou.

Investigação de distribuidoras por reajustes abusivos

Na mesma entrevista, Lula abordou a questão das distribuidoras de combustíveis que estão sendo investigadas por reajustes considerados abusivos, especialmente em contexto de conflitos no Oriente Médio. “Algumas distribuidoras estão aumentando o preço de forma irresponsável, nós estamos investigando”, afirmou. A apuração envolve a Agência Nacional do Petróleo, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, com o objetivo de punir aqueles que estão abusando dos preços no Brasil em decorrência da guerra.

O presidente afirmou, ainda, que buscará parcerias com governos estaduais para proteger o consumidor. “Vamos tentar construir parcerias com os governos estaduais para que não permitamos que o preço advindo da guerra irresponsável chegue ao bolso do povo”, enfatizou.

Fortalecimento das relações Brasil-Alemanha

Lula concluiu sua participação na feira com um balanço positivo das reuniões realizadas com o governo alemão. “Acho que o entrosamento Brasil-Alemanha vai ser muito forte”, disse o presidente.

Essa aproximação está inserida no contexto do início da implementação do Acordo Mercosul-União Europeia. “A Alemanha está interessada no Brasil, o Brasil está interessado na Alemanha. Nós poderemos compartilhar uma unidade muito mais forte do que fizemos até agora, sobretudo agora com o começo da implantação do Acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou.

Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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