Desempenhos Corporativos Desta Segunda-Feira
A venda de uma participação da Braskem (BRKM5) pela Novonor, a decisão da Justiça a favor do GPA (PCAR3) e a confirmação do montante mínimo de R$ 400 milhões para o aumento de capital da Vamos (VAMO3) estão entre os principais destaques corporativos desta segunda-feira (20).
Braskem (BRKM5): Novonor Assina Contrato para Venda do Controle da Companhia
A Braskem (BRKM5) anunciou ao mercado na data de hoje que a Novonor (anteriormente conhecida como Odebrecht) e a NSP Investimentos firmaram um contrato para a venda do controle da empresa petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), que conta com a assessoria da IG4.
O contrato inclui os termos e condições para a venda judicial de ações ordinárias e preferenciais da Braskem, que representam aproximadamente 50,1% das ações ordinárias emitidas e cerca de 34,3% do capital social total. O documento também estipula que o FIP deve solicitar e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o registro de oferta pública para a aquisição de até todas as ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.
GPA (PCAR3): Justiça de SP Impede Venda de Ações pelo Casino
O GPA (PCAR3), a companhia responsável pela rede Pão de Açúcar, comunicou ao mercado que o juízo titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo concedeu um pedido de tutela cautelar. Essa decisão impede que o Casino se desfaça de suas ações da empresa.
Conforme o fato relevante divulgado hoje, essa decisão foi tomada em virtude de um pedido de reconhecimento de um processo estrangeiro iniciado pelo acionista Casino contra o GPA, com o objetivo de homologar a autorização para a venda de suas ações no Brasil. A decisão reconheceu a probabilidade de direito da empresa e o risco de diminuição do patrimônio do acionista Casino por meio da venda de suas ações.
Com isso, o Casino está proibido de vender sua participação acionária no GPA, abrangendo tanto as ações já vendidas, com a suspensão de sua compensação financeira antes da realização das transações, quanto as ações ainda não vendidas, que também estão interditadas para venda ou liquidação.
Vamos (VAMO3) Alcança Montante Mínimo de R$ 400 Milhões para Aumento de Capital
A Vamos (VAMO3) comunicou ao mercado que alcançou a subscrição total mínima de R$ 400 milhões, necessária para a homologação do seu aumento de capital, conforme um fato relevante divulgado hoje.
No documento, a empresa destacou que o aumento de capital pode alcançar um limite máximo de até R$ 600 milhões. Essa operação é parte de um esforço de capitalização que envolve a Simpar (SIMH3), a Vamos (VAMO3), a Movida (MOVI3) e a JSL (JSLG3), em parceria com a BNDESPar, a divisão de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O objetivo do aumento de capital é fortalecer a liquidez da empresa, financiar o crescimento, aumentar a competitividade e aperfeiçoar a execução das estratégias de longo prazo por meio da emissão de novas ações.
Alpargatas (ALPA4) Define Data para Pagamento de R$ 106 Milhões em JCP
A Alpargatas (ALPA4), empresa responsável pela marca Havaianas, definiu a data de pagamento dos R$ 106 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) que foram aprovados em dezembro de 2025. O pagamento será realizado aos acionistas no dia 15 de maio de 2026.
Esse valor equivale a R$ 0,148942 por ação ordinária (ALPA3) e R$ 0,163836 por ação preferencial (ALPA4), excluindo ações em tesouraria e sem a incidência de atualização ou juros. Os acionistas que tiverem posição acionária na empresa até 16 de dezembro de 2025 serão os beneficiários desse pagamento.
A transferência do valor referente aos juros sobre o capital próprio será feita pelo Itaú Unibanco, que é a instituição depositária das ações da companhia, seguindo os procedimentos operacionais estabelecidos por essa instituição, conforme informado pela Alpargatas.
USA Rare Earth Adquire Mineradora Brasileira Serra Verde por US$ 2,8 Bilhões
A USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (20) a aquisição da mineradora brasileira de terras raras, Serra Verde, em um acordo que está avaliado em US$ 2,8 bilhões, estruturado através de pagamentos em dinheiro e emissão de ações.
De acordo com o comunicado ao mercado, a transação envolve um desembolso de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth. A conclusão do negócio é esperada para o terceiro trimestre de 2026.
A Serra Verde também informou que firmou um contrato de fornecimento de 15 anos, no qual vende 100% da produção da fase inicial de sua mina a um veículo de propósito específico (SPV) que é financiado por recursos públicos dos Estados Unidos e por investidores privados.
Conforme notícia da Reuters, a USA Rare Earth já havia fechado em janeiro um pacote de financiamento de dívida e capital no valor de US$ 1,6 bilhão com o governo dos Estados Unidos, enquanto a Serra Verde assinou um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com Washington em fevereiro.
Fictor Tem Recuperação Judicial Aceita pela Justiça
A Justiça de São Paulo deferiu no sábado (18) o processamento da recuperação judicial da Fictor, em uma decisão que também indica a existência de irregularidades e inconsistências contábeis, além de determinar a nomeação de um “watchdog” para monitorar de perto as operações do grupo.
O pedido de recuperação foi feito pela Fictor Holding e pela Fictor Invest em meio a uma crise de liquidez gerada por uma corrida de resgates por parte de investidores, após a associação do grupo a escândalos financeiros relacionados a uma tentativa de aquisição do Banco Master.
Segundo os registros, os resgates alcançaram cerca de 71,38% do capital investido — aproximadamente R$ 3 bilhões — o que rapidamente esvaziou o caixa das empresas e motivou o pedido de proteção judicial.
A decisão da juíza Fernanda Perez Jacomini reconhece que o grupo atende aos requisitos legais para a recuperação judicial, embora ressalte diversas fragilidades significativas.
Sanepar (SAPR11) Solicita Suspensão de Medida que Pode Impactar Dividendos
A Sanepar (SAPR11) entrou com um mandado de segurança para suspender uma medida definida pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar), que propôs destinar R$ 3,9 bilhões em precatórios para os usuários, conforme documento enviado ao mercado na última sexta-feira (17).
Desde a divulgação da decisão pela Agepar, em 24 de março, as ações da empresa de saneamento apresentaram uma queda de 8%. Essa reação contrasta com as expectativas do mercado, que esperava que uma parte do montante fosse utilizada para o pagamento de dividendos.
Se a solicitação não avançar, a empresa requer a suspensão imediata de todos os atos subsequentes de natureza processual e/ou decisória que tenham origem nas referidas consultas e audiências públicas.
Fonte: www.moneytimes.com.br

