Brava Energia Anuncia Aquisição de Participação da Petronas
A Brava Energia firmou um acordo para adquirir uma participação de 50% da empresa malaia Petronas no campo de Tartaruga Verde e no Módulo III do campo de Espadarte, ambos localizados na Bacia de Campos. O valor da transação é de US$ 450 milhões, conforme noticiado pela companhia na sexta-feira, dia 16, poucos dias após anunciar a mudança em sua presidência.
Mudança na Presidência
Na segunda-feira, dia 12, a Brava havia comunicado a renúncia de Décio Oddone ao cargo de presidente da companhia. Richard Kovacs, que anteriormente presidia o conselho de administração da Brava, assumirá a presidência a partir de 1º de fevereiro.
Detalhes Financeiros da Transação
De acordo com os termos do acordo com a Petronas, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato. O restante, no valor de US$ 350 milhões, será desembolsado no fechamento da transação, com ajustes relacionados à data efetiva prevista, que é 1º de julho de 2025. Além disso, a Brava indicou que outras duas parcelas futuras, cada uma no valor de US$ 25 milhões, estão programadas para serem pagas 12 e 24 meses após o fechamento da transação.
Produção dos Ativos Adquiridos
Considerando 100% dos ativos, a produção média total do campo de Tartaruga Verde e do Módulo III do campo de Espadarte foi de aproximadamente 55,6 mil barris de óleo equivalente por dia em 2025, sendo a maior parte composta por óleo, de acordo com informações fornecidas pela Brava.
Operações e Concessões
A operação dos campos será realizada por meio do navio-plataforma FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, que abriga 14 poços produtores — sendo 11 localizados em Tartaruga Verde e três em Espadarte. As concessões desses campos têm validade garantida até 2039. Os ativos serão operados pela Petrobras, que detém os outros 50% de participação.
Expectativa de Conclusão da Transação
A Brava espera que a conclusão da transação ocorra ainda em 2026, uma vez que todas as condições precedentes habituais, como a obtenção das aprovações do órgão antitruste Cade e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), sejam atendidas.
Mercado de Fusões e Aquisições
Em uma declaração em dezembro, Luiz Carvalho, diretor financeiro da petroleira brasileira, comentou que a empresa tem recebido muitas abordagens de agentes de mercado interessados em analisar potenciais operações de fusões e aquisições. Carvalho ressaltou que a Brava está atenta a oportunidades de negócios que possam surgir nesse contexto. Ele também mencionou que o mercado das petroleiras menores no Brasil encontra-se "muito mais vibrante" atualmente, em comparação a períodos anteriores em que a Petrobras tinha uma presença mais predominante, o que tem gerado muitas discussões sobre possíveis oportunidades de negócios.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


