BTG estima aumento da alíquota efetiva para 9,3% sobre produtos brasileiros, mas prevê impacto restrito.

Tarifas sobre Produtos Brasileiros nos Estados Unidos

As tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros aumentarão significativamente, ficando acima dos níveis observados anteriormente ao governo Donald Trump. Essa avaliação é do BTG Pactual, que analisou a divulgação da versão final das regras referente à nova tarifa de 25% aplicada às importações do Brasil.

Aumento das Tarifas

De acordo com os economistas do banco, com todas as medidas comerciais atualmente em vigor, a tarifa efetiva média sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos deve subir de 1,3% para cerca de 9,3%. O aumento considerável deve-se à nova tarifa aplicada sob a Seção 301, que, por si só, adiciona aproximadamente 5,6 pontos percentuais à alíquota média e terá início em 22 de julho.

Impacto Limitado na Economia

Embora a carga tarifária tenha aumentado de forma significativa, o BTG acredita que os efeitos sobre as exportações brasileiras, a balança comercial e as contas externas estejam destinados a ser limitados. Isso se deve ao fato de que uma parte relevante dos produtos exportados pelo Brasil está isenta da nova tarifa ou já se encontrava sujeita a outras barreiras comerciais. Adicionalmente, a lista final de produtos afetados apresentou apenas alterações marginais em relação à proposta original, sem impactar de forma substancial o contexto macroeconômico.

Riscos Futuras

No entanto, os economistas alertam que um risco importante se mantém no horizonte. Uma investigação paralela realizada pelas autoridades americanas, que investiga supostas práticas de trabalho forçado, pode resultar em uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre algumas exportações brasileiras. Se essa medida for implementada, a tarifa efetiva para determinados produtos poderá alcançar até 37,5%, aumentando consideravelmente o custo de acesso ao mercado americano e aumentando os riscos para setores que dependem fortemente das vendas para os Estados Unidos.

Para o BTG, esse cenário representa a principal ameaça às exportações brasileiras, superando a preocupação com a lista final de tarifas que foi apresentada nesta semana.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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