Mudanças na Carteira Recomendada do BTG Pactual
O BTG Pactual atualizou sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para o mês de janeiro. Nesse novo ajuste, o banco optou por uma redução de 1,5% nas posições de ativos como KNCR11, HGRU11 e BTHF11. Em contrapartida, houve um aumento nas participações em BTLG11 (+3%), MCCI11 (+1,5%) e KNIP11 (+1,5%). Ademais, o fundo CLIN11 foi removido da seleção.
Justificativa das Alterações
Em um relatório que detalha essas mudanças, a instituição explicou que a finalidade das reduções foi a realização dos ganhos acumulados ao longo do ano de 2025. O BTG Pactual enfatizou que, apesar dos ajustes, mantém uma perspectiva positiva em relação a esses ativos. O banco também afirmou que as realocações de recursos foram direcionadas para aqueles ativos que são considerados bem posicionados para o cenário econômico esperado em 2026.
O BTG destacou que ao aumentar a exposição em MCCI11 e KNIP11, está reforçando a alocação em fundos de crédito indexados à inflação com um perfil de alta qualidade, conhecido como high grade. Segundo a análise do banco, ambos os FIIs estão sendo negociados com um leve desconto em relação ao seu valor patrimonial, apresentando taxas internas de retorno (TIRs) atrativas. Além disso, oferecem uma relação de risco e retorno favorável, especialmente em um contexto de fechamento da curva de juros.
Desempenho da Carteira Recomendados
De acordo com as movimentações realizadas, a carteira recomendada pelo BTG agora inclui 17 fundos, com uma liquidez média diária ponderada de R$ 7,7 milhões e um dividend yield médio de 11,5%. No mês de dezembro, a seleção alcançou uma alta de 2,74%, embora esse desempenho tenha sido inferior ao do IFIX, que é o principal índice de fundos imobiliários da B3 e que registrou uma valorização de 3,14%.
Recomendações do BTG para Janeiro
Abaixo estão as principais recomendações da carteira recomendada do BTG Pactual para janeiro, apresentando informações sobre a participação, o valor patrimonial por ação (P/VPA) e o dividend yield (DY):
| Ticker | Participação | P/VPA | DY¹ |
|---|---|---|---|
| BTCI11 | 6,0% | 0,93x | 12,3% |
| KNCR11 | 12,5% | 1,05x | 14,5% |
| KNIP11 | 12,5% | 0,98x | 9,3% |
| RBRR11 | 7,5% | 0,94x | 11,0% |
| RBRY11 | 9,0% | 0,98x | 15,3% |
| MCCI11 | 5,5% | 0,98x | 13,1% |
| VILG11 | 4,5% | 0,88x | 8,9% |
| BRCO11 | 4,5% | 1,00x | 8,9% |
| BTLG11 | 13,0% | 0,99x | 9,2% |
| BRCR11 | 3,5% | 0,53x | 10,7% |
| PVBI11 | 3,5% | 0,76x | 6,6% |
| HGBS11 | 1,0% | 0,98x | 9,0% |
| GZIT11 | 2,5% | 0,51x | 20,1% |
| HSML11 | 4,0% | 0,89x | 9,1% |
| TRXF11 | 7,0% | 0,96x | 12,2% |
| HGRU11 | 2,0% | 0,98x | 13,8% |
| BTHF11 | 1,5% | 0,90x | 12,2% |
| Total | 100% | 0,94x | 11,5% |
Estratégia para 2026
O relatório do BTG Pactual salientou que, de acordo com suas previsões, existe uma visão mais otimista para o cenário macroeconômico de 2026, incluindo a expectativa de um início no ciclo de redução da taxa Selic.
Embora se preveja que os juros ainda se mantenham em níveis elevados ao longo de 2026, o banco indicou que o processo de cortes das taxas deve contribuir para a diminuição da volatilidade e para a criação de um ambiente mais favorável a ativos de risco, especialmente aqueles que geram renda de forma recorrente.
A análise do BTG Pactual ressalta que os fundos de tijolo já passaram por ajustes significativos, mas ainda estão sendo negociados com desconto em relação ao seu valor patrimonial. Assim, é esperado que este tipo de ativo continue a se apreciar ao longo do novo ciclo.
Além disso, com o nível elevado das taxas de juros, os FIIs de papel estão em uma posição vantajosa e devem apresentar um retorno elevado, especialmente aqueles que têm uma exposição considerável a ativos indexados à inflação, como o IPCA.
Diante desse cenário, a estratégia do BTG para 2026 será a de aumentar gradualmente sua exposição aos fundos de tijolo, evitando movimentações bruscas no capital.
Considerando que 2026 é um ano eleitoral, o BTG prevê que possam surgir oportunidades para entradas a preços mais atrativos, levando a uma alocação que deve ser realizada de forma gradual, focando sempre na qualidade dos ativos, na localização consolidada e na previsibilidade do fluxo de caixa.
Fonte: www.moneytimes.com.br