C&A (CEAB3) registra lucro de R$ 313,2 milhões no 4T25, com crescimento de 22,9% em relação ao ano anterior.

C&A (CEAB3) registra lucro de R$ 313,2 milhões no 4T25, com crescimento de 22,9% em relação ao ano anterior.

by Ricardo Almeida
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Resultados Financeiros da C&A

Lucro Líquido

Após reverter uma provisão de R$ 62,1 milhões, a C&A (CEAB3) registrou um lucro líquido de R$ 313,2 milhões no quarto trimestre de 2025. Este resultado representa um aumento de 22,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Reavaliação de Contingências Tributárias

De acordo com o documento divulgado na noite da última terça-feira (24), essa reversão está relacionada à reavaliação das contingências tributárias. A empresa esclareceu que, após decisões judiciais favoráveis e a atualização das avaliações de risco de perda, houve uma diminuição na probabilidade de desembolso futuro. Isso possibilitou a reversão parcial do montante anteriormente provisionado.

Lucro Líquido Ajustado

Desconsiderando os efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado totalizou R$ 269,8 milhões, o que representa um crescimento de 7,9% em relação ao quarto trimestre de 2024. A margem ajustada apresentou uma expansão de 1,1 ponto percentual, alcançando 10,9%.

Receita Operacional Líquida

A receita operacional líquida da C&A no quarto trimestre de 2025 atingiu R$ 2,47 bilhões, mostrando uma queda de 3,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Dentro do setor de varejo, a receita líquida de vestuário permaneceu praticamente inalterada, totalizando R$ 2,25 bilhões, com um aumento de 0,6%. A companhia atribuiu essa performance ao que denominou de "temperaturas erráticas" e a um ambiente promocional intensificado, que afetou principalmente as vendas de produtos de menor preço, limitando um crescimento mais robusto nas vendas.

Estratégia de Valor Agregado

A C&A destacou que, apesar dos desafios, continua avançando em sua estratégia para agregar mais valor, com melhorias no mix e na qualidade das coleções.

Setor de Eletrônicos e Beleza

A receita proveniente do segmento de Eletrônicos e Beleza registrou uma queda de 28,6% na comparação anual. Esse declínio foi atribuído, em grande parte, à descontinuação da venda de smartphones após o encerramento dos quiosques dedicados a essa categoria. Segundo informações da empresa, o trimestre foi marcado apenas por "vendas residuais de acessórios", o que impactou significativamente a receita do setor.

Lucro Bruto e Margem

Apesar da queda na receita consolidada, o lucro bruto cresceu 5,8%, totalizando R$ 1,39 bilhão. A margem bruta consolidada subiu 4,7 pontos percentuais, alcançando 56,1%. Esse aumento foi impulsionado, principalmente, pela melhoria da margem de vestuário, que alcançou 56,2% no trimestre. A C&A informou que a melhoria das margens se deve à evolução no mix de produtos, maior precisão nas escolhas de sortimento e ganhos em eficiência comercial, além do impacto positivo de créditos tributários relacionados ao setor de Beleza.

Ebitda Ajustado

O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado da C&A foi de R$ 560,1 milhões no trimestre, apresentando um aumento de 8% em relação ao quarto trimestre de 2024. A margem de Ebitda também cresceu 3,1 pontos percentuais, alcançando 22,7%. A empresa atribuiu esses resultados à alavancagem operacional e à disciplina na gestão de despesas, mesmo diante de um cenário de receita mais fraca.

Despesa Financeira

No que se refere ao resultado financeiro, as despesas líquidas da companhia diminuíram 18,1%, totalizando R$ 80,9 milhões. A C&A relacionou essa melhoria à redução das despesas financeiras brutas, a um menor impacto proveniente de variações monetárias, além de avanços na gestão de caixa. A companhia também destacou uma maior rentabilidade das aplicações financeiras e a redução do custo médio da dívida, resultado de um processo estrutural de otimização da capital.

Dívida Líquida

Ao final de dezembro, a dívida líquida, excluindo os passivos de arrendamento, ficou próxima de R$ 212 milhões. A alavancagem, que é medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado, encerrou o ano em aproximadamente 0,4 vez.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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