Mercado de Café Arábica
Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE apresentaram uma queda significativa, atingindo os níveis mais baixos dos últimos 18 meses nesta quinta-feira. As cotações caminham para uma redução superior a 5% em base semanal, à medida que os operadores do mercado voltam suas atenções para as previsões de um excesso de oferta. Em contraste, o açúcar bruto registrou ganhos.
O preço do café arábica caiu 5,95 centavos, ou 2,4%, fechando a US$ 2,4715 por libra-peso, após tocar um valor mínimo de US$ 2,4685, o menor desde novembro de 2024.
Os negociantes notaram que as expectativas em relação a uma safra abundante no Brasil, o maior produtor mundial dessa commoditie, continuam a dominar o cenário. Entretanto, os estoques de curto prazo nos países consumidores, bem como na bolsa ICE, permanecem restritos.
A produção de café no Brasil para a safra 2026/27 é projetada em 71,9 milhões de sacas, um aumento em relação às 63 milhões de sacas da safra anterior, conforme informações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.
Uma ampla safra no Brasil deve resultar em um superávit global significativo de 9,5 milhões de sacas para 2026/27, em comparação com um superávit de 1,2 milhão de sacas registrado em 2025/26, conforme análises do Rabobank.
Apesar dessa previsão otimista, as exportações brasileiras caíram 8,6% em maio, totalizando 2,59 milhões de sacas, segundo dados do governo.
O café robusta apresentou uma queda de 0,6%, negociado a US$ 3.352 a tonelada. No entanto, essa queda foi menos acentuada em comparação com o arábica.
“Os agricultores não estão dispostos a vender a esses preços, exceto aqueles que estão em necessidade urgente de liquidez”, afirmou um comerciante do Vietnã, o maior produtor mundial de robusta.
Cacau
No mercado de cacau, os preços em Londres caíram £68, ou 2,2%, chegando a £3.015 por tonelada, embora a commodity estivesse em processo de registrar a segunda semana consecutiva de valorização.
O cacau negociado em Nova York caiu 2,6%, sendo negociado a US$ 3.965 por tonelada.
Os operadores do mercado estão atentos a qualquer nova informação relacionada ao fenômeno climático El Niño, como afirmou um corretor baseado nos Estados Unidos, com uma certa realização de lucros sendo notada durante as pausas das atualizações climáticas.
Açúcar
O açúcar bruto teve uma leve elevação de 0,03 centavo, ou 0,2%, atingindo 14,27 centavos de dólar por libra-peso.
Apesar das exportações brasileiras terem recuado 11,6% em maio em comparação ao mesmo mês do ano anterior, um corretor com sede nos Estados Unidos observou que o número de navios aguardando para partir do Brasil em direção à China durante o mês de junho aumentou, indicando uma maior demanda por açúcar físico.
A produção de açúcar na região centro-sul do Brasil deve apresentar uma queda de 14% na primeira quinzena de maio, se comparada ao mesmo período do ano anterior, de acordo com uma pesquisa realizada pela S&P Global Energy.
O preço do açúcar branco registrou um aumento de 1%, cotado a US$ 449,20 a tonelada.
Fonte: www.moneytimes.com.br