Café arábica registra menor valor em quase três meses na ICE; soja recua pela quarta sessão consecutiva em Chicago

Café arábica registra menor valor em quase três meses na ICE; soja recua pela quarta sessão consecutiva em Chicago

by Ricardo Almeida
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Café

Os contratos futuros do café arábica na bolsa ICE alcançaram mínimas que não eram vistas há quase três meses, nesta quarta-feira. A queda no preço ocorre em meio à reativação das vendas de exportação no Brasil, considerado o maior produtor mundial, que está se beneficiando de uma perspectiva otimista para a safra do próximo ano. Além disso, o açúcar bruto registrou sua terceira queda consecutiva.

O preço do café arábica recuou 4,7 centavos, equivalente a 1,3%, atingindo US$3,474 por libra-peso. O valor mais baixo registrado foi de US$3,4675, nível não observado desde o final de setembro.

Negociantes informaram que a contínua pressão dos cafeicultores para estabelecer preços para os grãos exerce influência negativa sobre o mercado. As condições climáticas quase ideais no Brasil também são vistas como um sinal positivo para a próxima safra.

O Conselho Nacional do Café do Brasil anunciou que os embarques reduzidos nos meses anteriores não foram motivados por baixos estoques, evidenciando que as reservas aparentam estar adequadas.

O preço do café robusta, por sua vez, caiu 3,3%, alcançando US$3.705 por tonelada métrica, com um nível mínimo de US$3.676 registrado desde meados de agosto. Os negociantes atribuem isso à venda agressiva de cafeicultores locais no Vietnã, que é o maior produtor mundial do tipo robusta.

Cacau

O cacau negociado em Nova York teve uma queda de US$20, ou 0,3%, encerrando o dia a US$5.978 por tonelada. Em Londres, o preço também caiu 0,3%, para 4.351 libras por tonelada.

Os traders afirmam que o mercado continua a demonstrar preocupação com a produção na Costa do Marfim, que é o maior produtor mundial de cacau, e observa atentamente os dados referentes às chegadas nos portos, na expectativa de que esses números melhorem.

Por outro lado, o Citi antecipou um superávit global de cacau abaixo do esperado, estimando apenas 80.000 toneladas para a temporada 2025/26, segundo relatos de traders. Em resposta a essa volatilidade nos preços das amêndoas, as ações da Barry Callebaut subiram 6% na terça-feira, após a Reuters informar que a empresa está considerando desmembrar sua unidade global de cacau.

Açúcar

No mercado de açúcar, o açúcar bruto registrou uma queda de 0,06 centavo, ou 0,4%, com o preço finalizando em 14,76 centavos de dólar por libra-peso. Esta foi a terceira sessão consecutiva de perdas para esse adoçante.

O Departamento de Agricultura dos EUA divulgou um relatório indicando que a produção global de açúcar para a temporada 2025/26, a qual começou em outubro, deverá aumentar em 8,3 milhões de toneladas em comparação com a temporada anterior, totalizando 189,3 milhões de toneladas.

As ações da Suedzucker, uma empresa alemã do setor, tiveram uma queda de 2,8% após a companhia antecipar um leve declínio na receita e no lucro básico previstos para 2026/27. O açúcar branco também apresentou desvalorização, caindo 0,2%, atingindo US$422,30 por tonelada.

Soja

Os contratos futuros de soja na bolsa de Chicago fecharam em baixa pela quarta sessão consecutiva, nesta quarta-feira. Os operadores estão se desfazendo de algumas posições antes das festividades de fim de ano, mesmo com a nova informação sobre as vendas de exportação destinadas à China, conforme apontaram analistas de mercado.

O preço da soja para janeiro caiu 4,50 centavos, estabelecendo-se em US$10,5825 por bushel, o menor registro desde 23 de outubro.

O Departamento de Agricultura dos EUA informou sobre a venda de 323.000 toneladas métricas de soja dos EUA para o ano comercial de 2025/26, sendo 198.000 toneladas destinadas à China e 125.000 toneladas para “destinos desconhecidos”.

Os agricultores e comerciantes dos Estados Unidos têm monitorado de perto a demanda chinesa por produtos agrícolas norte-americanos desde que, no final de outubro, o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping estabeleceram uma trégua comercial.

Os contratos futuros de trigo também caíram pela quarta sessão consecutiva. Os preços atingiram mínimas que não eram vistas há oito semanas, impactados pela ampla oferta no mercado e pelo progresso nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Investidores especulativos têm promovido vendas, conforme afirmam analistas.

O contrato referente ao trigo para março fechou em baixa de 3,25 centavos, a US$5,0625 por bushel, com um valor mínimo anterior de US$5,04 por bushel, registrado no mesmo dia.

Os contratos futuros de milho, no entanto, foram impulsionados pela demanda de exportação e por análises técnicas. Especialistas do mercado acreditam que a recente queda nos preços pode ter atraído mais compradores em busca da oferta dos EUA. Nesta quarta-feira, o contrato para março fechou em alta de 4 centavos, alcançando US$4,405 por bushel.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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