Café robusta se recupera após queda de 7 meses, enquanto açúcar apresenta baixa

Café

Os contratos futuros do café robusta na bolsa ICE apresentaram um aumento nesta segunda-feira, dia 16, após atingirem uma mínima de sete meses no início da jornada. Em contraste, os preços do açúcar diminuíram, reflexo das quedas observadas nos preços do petróleo.

O café robusta encerrou o dia com uma alta de US$ 20, equivalente a 0,6%, atingindo o valor de US$ 3.475 por tonelada métrica. Esse aumento se deu após uma queda anterior para uma nova mínima de sete meses, com preços chegando a US$ 3.415. No entanto, o contrato acumulou uma perda de 8% na semana anterior.

Os agricultores do Vietnã, que lidera a produção de robusta, começaram a liberar um volume maior de grãos, embora um negociador local tenha afirmado que não há um clima de pânico nas vendas. Isso, mesmo diante de temores sobre possíveis quedas adicionais nos preços, que podem ser impactados pelo conflito no Oriente Médio.

No segmento do café arábica, houve um aumento de 2,7%, alcançando US$ 2,9285 por libra-peso, após ter registrado uma mínima que se aproximava de duas semanas.

Expectativas para a Produção Brasileira

Tomas Araujo, representante da corretora StoneX, indicou que a expectativa é de um aumento considerável na produção de café no Brasil para a safra de 2026/27. Esta previsão leva em conta a ampliação das áreas cultiváveis, melhorias no manejo da safra, utilização de melhores sementes — especialmente no caso do robusta — além de condições climáticas favoráveis.

Açúcar

O açúcar bruto encerrou o dia com uma redução de 0,18 centavo, ou 1,3%, atingindo o valor de 14,19 centavos de dólar por libra-peso, o que representa uma ampliação da sua queda de 1,9% registrada na semana anterior.

Os operadores continuam a avaliar o impacto que a elevação nos preços da energia pode ter sobre o mercado de açúcar, especialmente devido à guerra entre Irã e outros países. Mesmo com a expectativa de que o conflito possa reduzir a demanda pelo adoçante na região do Golfo Pérsico, os embarques estão sendo obstruídos.

Enquanto isso, o aumento dos preços da energia pode levar as usinas de cana no Brasil, maior produtor mundial, a alterar sua produção, optando por produzir mais etanol em vez de açúcar, devido à alta rentabilidade do biocombustível.

Além disso, o petróleo bruto registrou uma queda na segunda-feira, após a declaração dos Estados Unidos de que não haveria restrições à passagem de navios iranianos, indianos e chineses pelo Estreito de Ormuz.

A Petrobras ainda não anunciou um aumento nos preços locais da gasolina, mas teve um ajuste nos valores do diesel. O açúcar branco, por sua vez, diminuiu 0,3%, fixando-se em US$ 413,70 por tonelada.

Cacau

Os contratos futuros de cacau na bolsa de Londres apresentaram uma alta de 85 libras, correspondendo a 3,5%, atingindo o montante de 2.496 libras por tonelada. Essa valorização ocorre após um crescimento de 4% registrado na semana anterior.

Nos principais centros produtores de cacau da Costa do Marfim, os agricultores relataram que as chuvas ficaram abaixo da média na semana anterior. Contudo, a umidade do solo se manteve em níveis adequados, impulsionando a safra intermediária, que se estende de março a agosto.

Em Nova York, o cacau também teve um desempenho positivo, alcançando um aumento de 3,7%, passando a valer US$ 3.418 por tonelada.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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