CBA Registra Aumento de Prejuízo no 4T25, Mas Enfatiza Recuperação Operacional e Valorização do Alumínio

Resultados Financeiros da Companhia Brasileira de Alumínio

A Companhia Brasileira de Alumínio – CBA (BOV:CBAV3) anunciou um prejuízo líquido de R$ 164 milhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um aumento de 193% em relação à perda registrada no mesmo período do ano anterior. Este resultado compõe o balanç do último trimestre, o qual foi divulgado ao mercado da bolsa de valores brasileira (B3), refletindo principalmente efeitos contábeis relacionados a contratos futuros de energia e instrumentos de proteção cambial usados nas exportações.

Embora o resultado final seja negativo, a empresa assegura que esses impactos não geraram efeito imediato em seu caixa. A administração da CBA afirmou que o desempenho operacional tem mostrado evolução ao longo do ano, superando as dificuldades enfrentadas anteriormente na produção de alumina.

Evolução do Ebitda e da Receita

O Ebitda ajustado da companhia totalizou R$ 257 milhões no trimestre, apresentando uma queda de 47% na comparação anual. No que se refere à receita líquida, esta somou R$ 2,2 bilhões, com uma retração de 4% em relação ao mesmo período de 2024. Em comparação com o trimestre anterior, no entanto, o Ebitda registrou um aumento de 10%, indicando uma recuperação gradual nas operações.

Comentários do CEO

Luciano Alves, CEO da CBA, enfatizou que a empresa está passando por um processo consistente de recuperação após os desafios operacionais enfrentados recentemente. Ele afirmou: “Temos tido um processo de recuperação muito bom, de acordo com aquilo que já vínhamos comunicando ao mercado. Hoje estamos em uma situação muito melhor do que estávamos quando tivemos a crise no ano passado.”

Desempenho e Preços do Alumínio

O cenário internacional também contribuiu para sustentar parte da recuperação do setor. O preço médio do alumínio negociado na London Metal Exchange (LME) atingiu US$ 2.827 por tonelada no quarto trimestre, representando um avanço de 10% na comparação anual e 8% em relação ao terceiro trimestre. A companhia destacou que esse aumento foi impulsionado principalmente pelo cenário de corte de juros nos Estados Unidos e pelo crescimento da demanda global por commodities, fatores que favorecem os produtores de metais básicos. Para o CEO, o atual patamar de preços do alumínio é “bastante saudável para a indústria”.

Vendas de Alumínio

No quarto trimestre, o volume total de vendas de alumínio alcançou 128 mil toneladas, um aumento de 2% em comparação ao ano anterior, embora tenha apresentado uma leve queda de 3% em relação ao trimestre anterior, refletindo a sazonalidade típica do final do ano. O segmento de alumínio primário foi o principal responsável pelo desempenho, registrando 71 mil toneladas vendidas, o que representa um crescimento de 8% na comparação anual, impulsionado pela maior comercialização do lingote P1020.

Por outro lado, o segmento de produtos transformados teve 32 mil toneladas vendidas, apresentando uma queda de 8% em comparação ao quarto trimestre de 2024 e uma retração de 6% em relação ao terceiro trimestre de 2025, o que reflete um ritmo mais moderado de atividade industrial. Na área de reciclagem, as vendas alcançaram 25 mil toneladas, com uma leve alta anual de 2%, mas uma queda trimestral de 4%, influenciada por um cenário de crédito mais restrito e pelo comportamento do setor de autoconstrução.

Dívida e Desempenho Financeiro

A dívida líquida da CBA encerrou o quarto trimestre de 2025 em R$ 3,2 bilhões, resultando em uma alavancagem de 2,97 vezes. Segundo Camila Abel, CFO da companhia, o nível de endividamento permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior. A administração espera uma redução gradual da alavancagem ao longo de 2026, à medida que o Ebitda se normalize.

O resultado financeiro líquido mostrou-se negativo em R$ 153 milhões, apresentando, no entanto, uma melhora de R$ 264 milhões em relação ao quarto trimestre de 2024.

Valor das Ações e Expectativas de Mercado

As ações da Companhia Brasileira de Alumínio (BOV:CBAV3) fecharam a quarta-feira (04/03) cotadas a R$ 10,13, com estabilidade no pregão da bolsa de valores brasileira. O mercado agora analisa os impactos do resultado trimestral e da recuperação operacional, fatores que podem influenciar o comportamento das ações nos próximos pregões, especialmente diante de um cenário global mais favorável para commodities metálicas.

Sobre a Companhia Brasileira de Alumínio

A Companhia Brasileira de Alumínio (BOV:CBAV3) é reconhecida como uma das principais produtoras integradas de alumínio no Brasil, abrangendo todas as etapas do processo, desde a mineração da bauxita até a produção de alumínio primário, produtos transformados e soluções de reciclagem. A empresa atende a diversos setores industriais, incluindo automotivo, construção civil, embalagens e bens de consumo, competindo com grandes players globais na indústria de metais.

A CBA, mesmo com o prejuízo contábil apresentado no trimestre, sinaliza uma melhora operacional e uma recuperação gradual do negócio, apoiada por preços mais fortes do alumínio e pela normalização da produção.

Fonte: br.-.com

Related posts

Transpetro, subsidiária da Petrobras (PETR4), registra crescimento de 22% no lucro de 2025 e alcança movimentação recorde.

Bom dia – Mercados aguardam dados do Payroll nos EUA, produção industrial no Brasil e reversão de prejuízo da Petrobras.

Os Segredos dos Rendimentos Elevados deste Fundo Imobiliário, de Acordo com o Gestor

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais